Na manhã desta terça-feira (05), dois bairros de Dourados amanheceram bem agitados com a presença dos Policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) em ação contra o tráfico de drogas dentro da segunda fase da operação “Narco Brasil”.
Em cumprimento das ordens judiciais em conjunto da a 1ª e 2ª delegacias, em mão dos agentes, eles percorreram os bairros Vila Cachoeirinha e a Vila Industrial com cinco mandados de busca e apreensão para serem cumpridos em imóveis nos referidos bairros segundo o delegado do SIG, Eliel Raimundo.
A operação ‘Narco Brasil’ teve a segunda edição lançada na segunda-feira passada (27/6), com abrangência nacional visando o combate ao tráfico de drogas e incineração de entorpecentes.
Coordenada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o trabalho tem parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).
A fiscalização, repressão e monitoramento ocorrem em todos os estados e no Distrito Federal com a integração da Polícia Rodoviária Federal, Secretarias de Segurança Pública e polícias civis e militar. “A Narco Brasil é uma das estratégias deste ministério para fechar o cerco ao crime organizado por meio da união das forças policiais da União e dos estados, pois sabemos do efeito devastador que o consumo de drogas causa não só para quem usa como também para as famílias”, afirmou o ministro da Justiça, Anderson Torres.
Drogas
O Relatório Mundial sobre Drogas de 2021 aponta que 275 milhões de pessoas passaram a usar drogas no mundo. Além disso, 36 milhões sofreram transtornos associados ao uso de drogas no mesmo ano. Sem contar no aumento dos mercados de drogas, na dark web [teia escura], chegando a uma estimativa anual de US$ 315 milhões, segundo o relatório.
De acordo com o ministro Anderson Torres, é para intensificar a repressão ao consumo e tráfico de drogas que a Narco Brasil entrou no calendário de operações da Seopi como parte das estratégias do Ministério da Justiça visando reduzir a oferta de entorpecentes, desarticular quadrilhas, prender infratores e contribuir para a pacificação das cidades e proteção de seus cidadãos.
Balanço
Na edição de 2021, a Narco Brasil alcançou em torno de 3,7 mil municípios com um efetivo de 74,7 mil policiais e apreensão de 133 mil quilos de drogas: cocaína (12,1 mil kg), crack (7 mil kg), haxixe (75 kg), maconha (88,2 mil kg), skank (3 mil kg) e drogas sintéticas (22,5 mil kg). Quanto a insumos para a fabricação de drogas foram apreendidos 495 kg. O total de drogas incineradas foi de 272.895 kg.
Segundo o Ministério da Justiça, a operação também resultou na prisão de 9.152 pessoas e na apreensão de armas (3.052), munições (22.021), veículos (3.296) R$ 115,7 mil em moeda estrangeira, R$ 4,4 milhões e 876 menores apreendidos.
Também foram cumpridos 3.375 mandados de busca e apreensão domiciliar, 110 mandados de busca e apreensão de menor infrator e 2.249 mandados de prisão.
Nos últimos três anos, o Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil realizou mais de 500 leilões de bens apreendidos de traficantes de drogas. Os itens incluem carros de luxo, fazendas, coberturas e até gado. A informação foi divulgada por Marcelo de Oliveira Andrade, diretor do ministério, em entrevista na quinta-feira (30/06) à rádio A Voz do Brasil .
A nova legislação, disse, que permite a venda destes bens antes do julgamento final (quando não há mais recursos), agilizou o processo. Após o leilão, o dinheiro vai para o fundo nacional antidrogas FUNAD, que o direciona para a compra de novos equipamentos, carros, lanchas, drones, inteligência e softwares de pesquisa. “É o dinheiro do crime, voltado contra o crime”, disse.
Até agora, R$ 70 milhões foram destinados à polícia estadual e R$ 20 milhões à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal, acrescentou o diretor.
Agencia Brasil.




