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terça-feira, fevereiro 10, 2026

Artista maranhense celebra identidade latina e ancestral em exposição

Thiago Martins de Melo, artista visual maranhense prestes a completar 44 anos, inaugurou em São Luís sua primeira exposição individual. A mostra Cosmogonia Colérica reúne 21 obras produzidas entre 2013 e 2025 e ocupa salas do Convento das Mercês e do Espaço Cultural Chão SLZ, no Centro Histórico da cidade.

Com curadoria de Germano Dushá, conhecido por integrar a equipe do último Panorama da Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a coletânea apresenta múltiplas linguagens. O conjunto inclui pinturas de grande formato, esculturas, gravuras, vídeos experimentais e instalações que transitam entre técnicas expressionistas e realistas.

A seleção de peças não segue ordem estritamente cronológica e busca sintetizar eixos espirituais, políticos e estéticos presentes na trajetória do artista. O título da mostra conjuga noções de criação e confronto, refletidas em trabalhos que evocam batalhas, ritos sincréticos e epifanias.

Tematicamente, a exposição articula história, política, misticismo e espiritualidade. Entre as peças há trabalhos em drywall acompanhados por monitores de TV, além de imagens que oscilam entre o figurativo e o abstrato, com forte impacto visual.

A montagem foi pensada para atingir públicos diversos, incluindo espectadores que ainda não tenham contato aprofundado com a cena da arte contemporânea. A proposta privilegia um repertório visual direto e, ao mesmo tempo, denso em referências simbólicas.

O acervo também evidencia influências ligadas à ancestralidade e à mestiçagem cultural, além de referências à iconografia hermética, à alquimia e ao tarô, elementos incorporados ao vocabulário plástico do artista.

Nascido em 1981 em São Luís, Thiago Martins de Melo vive e trabalha entre a capital maranhense, São Paulo e Guadalajara, no México. Já realizou exposições individuais em instituições como a Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre), o Museu Nacional da República (Brasília), o Centro Cultural São Paulo e a Fundação Joaquim Nabuco (Recife).

A carreira inclui participações em mostras coletivas relevantes, entre elas a Bienal do Mercosul, a 31ª Bienal de São Paulo, a primeira Bienal das Amazônias, a Bienal de Lyon e a 12ª Bienal de Dakar. Obras do artista integram coleções permanentes em museus e instituições internacionais e brasileiras, como o Fearnley Museum of Modern Art (Oslo), coleções em Miami, o MASP, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

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