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sexta-feira, agosto 29, 2025

Palácio do Catete reabre com exposição de Latuff

Uma exposição com desenhos do chargista Carlos Latuff marcou a reabertura parcial do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. A construção, sede do Museu da República, abriga parte do acervo histórico do presidente Getúlio Vargas e estava fechada desde fevereiro para obras.

Intitulada “Crônicas de uma Barbárie”, a mostra foi produzida durante a pandemia de Covid-19 e apresenta uma visão crítica sobre os impactos desse período. A exposição está organizada em três núcleos.

A primeira sala contextualiza o cenário político que antecedeu a pandemia e apresenta aspectos do universo do artista, incluindo materiais de trabalho. A segunda reúne o núcleo central: trabalhos que abordam a tragédia vivida no período e a morte de milhares de brasileiros. A terceira parte é uma homenagem a profissionais de saúde e a instituições que atuaram no enfrentamento do negacionismo e na promoção da vacinação; muitos desses profissionais também foram vítimas da doença.

A mostra também presta tributo a artistas que morreram em decorrência da Covid-19, citando, entre outros, Paulo Gustavo e Aldir Blanc — cujos nomes inspiraram duas leis federais de auxílio e fomento à cultura durante e após a pandemia. O Brasil registrou, na contagem oficial, cerca de 700 mil mortes relacionadas ao coronavírus.

A parceria de Latuff com o Museu da República começou em 2018, com a primeira de uma série de doações de charges. Hoje o acervo do artista no museu soma cerca de 2.000 obras, entre desenhos, publicações, fotografias e materiais pessoais, como suas canetas de trabalho. A coleção concentra majoritariamente charges que denunciam violações de direitos humanos, desigualdades sociais e questões políticas e econômicas no Brasil e no mundo.

“Crônicas de uma Barbárie” foi inaugurada em 16 de julho, tem previsão de três meses de duração e entrada gratuita.

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