Parceria entre produtores e governo fortalece agronegócio e amplia mercados para produtos de MS

Fortalecer a conexão entre produtores e os governos estadual e federal foi apontado como fundamental para conservar o status de área livre de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e ampliar acesso a mercados externos.

O tema foi debatido no 8º Fórum PNEFA MS, realizado em 27 de novembro no âmbito do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa. O encontro orienta ações de vigilância sanitária e prevenção da doença no estado.

Participaram representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), produtores rurais, técnicos, médicos-veterinários, zootecnistas, sindicatos e outras lideranças do agronegócio, dos setores público e privado.

A Iagro detalhou as ações de vigilância em curso, destacando a implantação de um sistema digital para monitoramento e controle sanitário territorial.

O fórum tratou também da manutenção do status sanitário sem vacinação, com ênfase na continuidade da vigilância epidemiológica como instrumento de proteção contra eventuais surtos.

Dados apresentados mostram que o Mato Grosso do Sul passou por forte expansão produtiva, com aumento de 516% na área plantada em diversos cultivos nos últimos anos, e consolida-se como destaque econômico regional graças ao agronegócio, à industrialização e à abertura de mercados internacionais.

Programas ambientais estratégicos em andamento incluem o PSA Bioma Pantanal, o PSA Brigadas de Incêndio, o Plano de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas e iniciativas de uso múltiplo de rios cênicos, ações voltadas à sustentabilidade e à valorização de serviços ambientais.

No comércio exterior, o estado movimenta cerca de R$ 9,9 bilhões por ano e exporta para cerca de 170 países, com forte presença na Ásia, Europa e América do Norte. A pauta de exportações é diversificada, abrangendo proteínas animais, complexo da soja, produtos florestais e outros itens agropecuários, com a China como principal destino.

No setor de proteína animal, Mato Grosso do Sul ocupa a 7ª colocação entre os estados brasileiros exportadores de carnes (dados de 2024), respondendo por 6,54% das exportações nacionais do setor. A participação da proteína animal nas exportações do estado é de 17,93%, totalizando mais de US$ 1,9 bilhão e cerca de 490 mil toneladas comercializadas.

Entre as iniciativas para atender exigências internacionais, foi apresentada a plataforma de conformidade ambiental, desenvolvida em parceria com a União Europeia e instituições acadêmicas, enfocando rastreabilidade e políticas de desmatamento zero nas cadeias da soja, milho e pecuária.

Desafios apontados para o setor incluem adequação às exigências ambientais europeias, comprovação de sustentabilidade e baixa emissão de carbono, recuperação de pastagens e expansão da integração lavoura-pecuária-floresta. Mudanças tributárias e instabilidades geopolíticas também são fatores que impactam o mercado global.

A logística foi outro eixo do evento. Entre os empreendimentos destacados está a Rota Bioceânica, considerada vetor de integração com mercados do Pacífico, e a ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, que está com cerca de 80% das obras concluídas. Avanços em rodovias, hidrovias e ferrovias também foram mencionados como suporte ao desenvolvimento produtivo.

O fórum reforceu a articulação entre gestão pública e setor produtivo para manter a vigilância sanitária, ampliar acesso a mercados e consolidar a competitividade do estado em produção sustentável.

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