Começou nesta segunda-feira (1º), no Armazém da Utopia, no centro do Rio de Janeiro, a 1ª Cúpula Popular do Brics. O encontro foi criado para integrar movimentos sociais e outras organizações da sociedade civil às discussões do bloco, hoje composto por 11 países de economias emergentes.
A programação inclui debates sobre cooperação econômica, multilateralismo, construção da multipolaridade, reconfiguração da geopolítica, desafios da governança global, o papel do próprio Brics e a redução da dependência ao dólar americano nas transações e reservas financeiras.
O Conselho Civil Popular do Brics, instituído em 2024 durante a cúpula realizada em Kazan (Rússia), foi pensado para promover o diálogo entre atores da sociedade civil e os governos dos países do grupo. A cúpula no Rio tem entre seus objetivos estabelecer um funcionamento permanente para esse conselho e definir um modus operandi que possa ser levado à próxima presidência do bloco.
A ex-presidenta Dilma Rousseff participou da abertura por meio de vídeo. Ela ocupa atualmente a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics.
João Pedro Stedile, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integrante do Conselho Civil no Brasil, marcou presença no evento.
Os países-membros do Brics são responsáveis por grande parte da produção agrícola mundial: lideram a produção de grãos, carnes, fertilizantes e fibras e respondem por cerca de 70% da produção agrícola global. Além disso, concentram mais da metade da agricultura familiar do planeta, correspondendo a aproximadamente 80% do valor da produção mundial de alimentos. Esse posicionamento confere ao bloco papel relevante na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis e equitativos, pauta que a cúpula pretende incorporar às discussões.




