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terça-feira, março 10, 2026

IBGE: produção industrial se recupera e registra alta de 0,1% em outubro

A produção de petróleo, minério de ferro e gás natural impulsionou a indústria brasileira em outubro, que cresceu 0,1% na comparação com setembro, revertendo a queda de 0,4% registrada no mês anterior. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (2).

No acumulado de 12 meses, a indústria avançou 0,9%, menor ritmo desde março de 2024 (0,7%). Em março de 2025, o indicador havia registrado alta de 3,1%. Na comparação anual, outubro teve retração de 0,5%.

A média móvel trimestral apontou alta de 0,1% em relação ao trimestre encerrado em julho. Em relação ao período pré-pandemia (fevereiro de 2020), a indústria está 2,4% acima; em comparação com o maior nível histórico (maio de 2011), permanece 14,8% abaixo.

Desempenho por atividade
– Setores com expansão na passagem de setembro para outubro: indústrias extrativas (3,6%), produtos alimentícios (0,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,0%), produtos químicos (1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,1%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (3,8%).
– Setores com queda: produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,8%), produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-3,9%), impressão e reprodução de gravações (-28,6%) e produtos do fumo (-19,5%).

Contexto econômico
A taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, patamar mais alto desde julho de 2006 (15,25%), conforme decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central. A inflação acumulada em 12 meses é de 4,68%, acima do teto da meta do governo (4,5%) desde setembro de 2024.

O mercado de trabalho brasileiro apresentou nos últimos trimestres os menores índices de desemprego já registrados, segundo as estatísticas oficiais, o que tem contribuído para sustentação parcial da demanda e da atividade industrial.

Tarifas dos EUA
As medidas tarifárias dos Estados Unidos passaram a vigorar em agosto. Em julho, os EUA anunciaram sobretaxas de 50% sobre produtos brasileiros. Em 20 (mês não especificado no relatório), foi retirada uma taxação adicional de 40% sobre itens como carnes e café.

O vice‑presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, estimou que cerca de 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos seguem sujeitas às sobretaxas.

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