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segunda-feira, dezembro 15, 2025

Mulheres líderes enfrentam barreiras rumo à equidade na carreira

Nesta terça-feira (2), em Brasília, lideranças femininas de empresas e corporações de diferentes regiões do país se reuniram para debater estratégias contra a discriminação e as desigualdades de gênero e raça no ambiente de trabalho. O encontro integrou um seminário voltado ao fortalecimento de ações corporativas pela equidade.

Entre as participantes estava Alessandra Souza, vice-presidente de Marketing e Comunicação de Marca de uma montadora multinacional, que coordena uma equipe majoritariamente feminina e com diversidade regional e racial. Também participou Ana Paula Repezza, diretora de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

As representantes atuam em organizações que aderiram à 7ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. Promovida pelo Ministério das Mulheres, a iniciativa busca difundir novas práticas de gestão de pessoas e cultura organizacional, além de combater dinâmicas de discriminação no trabalho. Empresas certificadas recebem o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça como reconhecimento do compromisso com a igualdade.

O seminário teve como objetivo apoiar o andamento das ações nas empresas e debater novos mecanismos e desafios para construir ambientes corporativos mais justos. A discussão ocorreu em contexto de evidências de desigualdade salarial divulgadas pelo 4º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, do Ministério do Trabalho e Emprego, publicado no início de novembro.

Segundo o relatório, a remuneração média das mulheres é 21,2% inferior à dos homens. Entre as 54.041 empresas que apresentaram dados, o salário médio feminino foi de R$ 3.908,76, enquanto o masculino foi de R$ 4.958,43.

Atualmente, 88 empresas de todas as cinco regiões do país participam da edição em curso do Programa Pró-Equidade. Desde a primeira edição, 246 organizações já aderiram ao programa, e nove estão presentes desde o início. Entre as participantes está a Caixa Econômica Federal, que conta em sua equipe com uma gerente executiva de diversidade e inclusão. A Embrapa Tabuleiros Costeiros também esteve representada no seminário pela diretora de administração.

O evento enfatizou a continuidade de iniciativas corporativas e públicas para reduzir desigualdades e promover oportunidades mais equânimes no mercado de trabalho.

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