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sexta-feira, março 13, 2026

Mercado financeiro reajusta previsão do PIB para 2,25% em 2025

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira em 2025 passou de 2,16% para 2,25%. O dado consta do boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (8), pesquisa semanal com projeções de instituições financeiras para indicadores macroeconômicos.

Para 2026, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 1,78% para 1,8%. As estimativas para 2027 e 2028 permanecem em 1,84% e 2%, respectivamente.

O IBGE informou que a economia cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, impulsionada principalmente pelos setores de serviços e indústria. Em 2024, o PIB avançou 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de expansão e a maior alta desde 2021, quando o crescimento foi de 4,8%.

No mercado cambial, a projeção para a cotação do dólar é de R$ 5,40 no encerramento de 2025. Para o fim de 2026, a expectativa é de R$ 5,50.

Inflação

Na pesquisa Focus, as instituições financeiras reduziram a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, de 4,43% para 4,4% em 2025. Para 2026, a projeção recuou de 4,17% para 4,16%. As estimativas para 2027 e 2028 são de 3,8% e 3,5%, nessa ordem.

O resultado de outubro influenciou as revisões: o IPCA teve variação de 0,09% no mês, a menor leitura para outubro desde 1998. Em setembro, o índice havia registrado 0,48%; em outubro de 2024, havia sido 0,56%.

Com esses números, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,68%, a primeira vez em oito meses que o indicador fica abaixo de 5%, mas ainda acima do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central é 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que estabelece intervalo aceitável entre 1,5% e 4,5%.

O IBGE divulga o IPCA de novembro na próxima quarta-feira (10).

Juros

A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, nível definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em reunião no início do mês passado. A Selic foi mantida pela terceira vez consecutiva na última decisão.

O Copom realiza a última reunião do ano nesta terça (9) e quarta-feira (10). Analistas de mercado projetam que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é de queda para 12,25% ao ano. As previsões para 2027 e 2028 apontam reduções adicionais, para 10,5% e 9,5% ao ano, respectivamente.

Em termos gerais, aumentos na Selic têm como objetivo conter demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que tende a moderar os preços e a desacelerar a atividade econômica. Cortes na taxa costumam baratear o crédito, incentivar produção e consumo e pressionar a inflação para cima. Bancos também consideram risco de inadimplência, margem de lucro e custos administrativos ao definir os juros cobrados dos consumidores.

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