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quarta-feira, março 11, 2026

São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

O estado de São Paulo registrou o segundo caso de sarampo neste ano. A Secretaria Estadual da Saúde informou que o paciente é um homem de 27 anos, residente da capital, não vacinado e que havia viajado recentemente ao exterior. Ele recebeu atendimento e teve alta.

O primeiro caso do ano no estado foi notificado em abril, também envolvendo um morador da capital.

No nível nacional, o Ministério da Saúde confirmou 37 casos de sarampo entre janeiro e novembro deste ano. Todas as infecções foram classificadas como importadas, sem comprovação de transmissão local do vírus.

Cenário nas Américas

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), até 7 de novembro de 2025 foram confirmados 12.596 casos de sarampo em dez países das Américas, com 28 óbitos — a maioria dos registros ocorrida no México. A Opas aponta que 89% dos casos afetaram pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Sobre a doença e a prevenção

O sarampo é uma doença viral de alta transmissibilidade, propagada por via aérea quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira. Um indivíduo infectado pode transmitir o vírus para cerca de 90% das pessoas suscetíveis próximas.

Os sintomas mais comuns incluem manchas vermelhas no corpo e febre alta (acima de 38,5 °C), associadas a tosse, conjuntivite, coriza e mal-estar. A doença pode evoluir para complicações graves, como diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite, algumas potencialmente fatais.

A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo.

Histórico de certificação no Brasil

O Brasil recebeu, em 2016, a certificação de eliminação do vírus do sarampo. Em 2016 e 2017 não houve registros confirmados da doença, mas em 2018 o vírus voltou a circular, influenciado pelo aumento do fluxo migratório e por baixas coberturas vacinais. Em 2019 o país perdeu a certificação internacional após registrar mais de 21,7 mil casos.

Em junho de 2022 foi registrado o último caso endêmico no Amapá. Em novembro do ano passado a Opas recertificou o Brasil como livre da circulação do vírus, com base na ausência de transmissão nacional por pelo menos um ano. Contudo, em novembro deste ano a Opas anunciou que a região das Américas perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica devido à alta circulação do vírus. O Ministério da Saúde afirma, entretanto, que o Brasil mantém sua certificação internacional de país livre da circulação endêmica do sarampo.

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