O Ministério da Saúde inaugurou nesta terça-feira (16) em Porto Velho (RO) o primeiro Centro de Clima e Saúde do país com foco territorial na Amazônia. A unidade foi instalada na nova sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Rondônia.
O centro integra o AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor de Saúde às Mudanças Climáticas, que estabelece 27 metas e 93 ações a serem implementadas até 2035. O investimento inicial é de aproximadamente R$ 60 milhões, provenientes do Ministério da Saúde e da Fiocruz.
A nova unidade terá como atribuições a produção de conhecimento científico e tecnológico, a capacitação de profissionais, o fortalecimento da capacidade de resposta do SUS frente aos impactos climáticos e o apoio à formulação e avaliação de políticas públicas voltadas à região amazônica.
A expectativa é que o centro se torne referência para países da América Latina e do Caribe, especialmente em fóruns da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e nas discussões internacionais sobre adaptação às mudanças climáticas.
A Amazônia foi apontada como prioridade dentro do AdaptaSUS, em articulação com a estratégia Mais Saúde Amazônia Brasil. Na região, há mais de R$ 4,5 bilhões em obras em andamento, incluindo construção e adaptação de unidades de saúde, hospitais e unidades fluviais com suporte de conectividade e kits de telessaúde.
Com a criação do CCSRO, o Brasil passa a contar com uma estrutura semelhante às existentes em países como Reino Unido e Estados Unidos, com o diferencial do foco direto na realidade amazônica.
Além do lançamento do centro, o Ministério da Saúde anunciou, no fim de novembro, aporte adicional de R$ 9,8 bilhões para ações de adaptação do SUS às mudanças do clima.
O AdaptaSUS prevê medidas de curto, médio e longo prazo, como o fortalecimento de sistemas de alerta, ampliação da vigilância em saúde, capacitação de equipes, obras em áreas vulneráveis, investimentos em pesquisa e em plataformas integradas de dados. O plano também busca garantir a continuidade da assistência em situações críticas e aprimorar a preparação do SUS para eventos extremos.
Outras ações em Porto Velho
Na mesma agenda em Porto Velho, foi assinada a compra de um prédio que, após reforma e ampliação, será doado à Universidade Federal de Rondônia (UNIR) para funcionamento como hospital universitário. Em agosto, UNIR, Prefeitura de Porto Velho e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) já haviam firmado acordo de cooperação técnica.
Também foram anunciados investimentos de R$ 157,5 milhões, via Novo PAC Seleções, para Ji-Paraná (RO). Os recursos destinam-se à construção de uma maternidade, de duas Unidades Básicas de Saúde e de uma Unidade Odontológica Móvel.
A nova maternidade, integrada ao programa Agora Tem Especialistas, deve atender mais de 10,5 mil gestantes por ano, incluindo cerca de 1,5 mil casos de alto risco, com o objetivo de reduzir deslocamentos para Porto Velho e ampliar o acesso a atendimento especializado no interior do estado.
Em Ji-Paraná foi entregue ainda uma carreta da Saúde da Mulher, parte do programa Agora Tem Especialistas. Com as entregas recentes, já são 41 carretas em operação em 24 estados e no Distrito Federal.




