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sexta-feira, janeiro 16, 2026

Especialista afirma que ainda é cedo para alarme sobre o vírus K no Brasil

O Brasil registrou a presença de uma nova variante do vírus influenza A (H3N2), conhecida como subclado K. O caso identificado foi classificado como importado e, até o momento, não há evidências de transmissão local associada à variante.

O registro foi informado pelo Ministério da Saúde e detalhado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A amostra foi coletada em Belém (PA) em 26 de novembro, analisada inicialmente pelo Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen-PA) e submetida a sequenciamento genético no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Trata-se de uma adulta estrangeira proveniente das ilhas Fiji.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nota sobre aumento rápido da circulação da variante K no Hemisfério Norte, com maior presença na Europa, América do Norte e Leste Asiático. Na Europa, a atividade gripal começou mais cedo que o habitual, e o subclado K respondeu por quase metade dos casos reportados entre maio e novembro de 2025. Não foram observadas, até o momento, mudanças significativas na gravidade clínica em indicadores como internações, admissões em unidades de terapia intensiva ou óbitos.

Em setembro, a OMS atualizou a composição da vacina contra a influenza para o próximo ano, incorporando cepas mais próximas das atualmente em circulação, incluindo o subclado K. Autoridades de saúde e pesquisadores apontam a vacinação como a principal medida de prevenção.

Além da imunização, as recomendações de saúde pública incluem higienização frequente das mãos, evitar contato próximo ao apresentar sintomas respiratórios, uso de máscara quando indicado e procura por atendimento médico especialmente em casos de febre. Para os serviços de saúde, a orientação é manter e fortalecer a vigilância epidemiológica, laboratorial e genômica.

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