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quinta-feira, março 12, 2026

Projeto Teko Porã capacita e fortalece culturalmente indígenas privados de liberdade

O Programa Teko Porã – Semeando Liberdade atua no Estabelecimento Penal de Amambai oferecendo cursos profissionalizantes, atividades de fortalecimento emocional e atendimento jurídico para presos indígenas. A iniciativa visa preparar os participantes para oportunidades dentro e fora do sistema prisional, além de contribuir para a remição de pena e a reinserção social.

O projeto é desenvolvido pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e pelo Ministério dos Povos Indígenas, em parceria com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Ele integra ações de educação, qualificação profissional e valorização da identidade indígena.

Foram concluídos os cursos de cabeleireiro/barbeiro e de horta comunitária, com oito internos indígenas certificados. Outros sete indígenas também participaram das capacitações, mas já receberam liberdade. Em andamento estão formações nas áreas de marcenaria, informática e horticultura. Para o próximo ano estão previstas capacitações sobre enfrentamento à violência doméstica e uso abusivo de álcool.

A cerimônia de certificação ocorreu no presídio na semana passada, com a presença de representantes do IFMS, do Ministério dos Povos Indígenas, da Câmara Municipal de Amambai, da Promotoria de Justiça local, do Conselho da Comunidade e da coordenação do projeto.

Durante as aulas, as turmas contaram com o acompanhamento de um facilitador indígena e de um tradutor de língua guarani kaiowá, para garantir respeito à cultura e ao idioma dos participantes. A assistência psicológica foi oferecida por profissionais da unidade penal e do IFMS, por meio de rodas de conversa e atividades sobre vínculos familiares, responsabilização e projetos de vida. A assessoria jurídica realizou atendimentos individuais, checando a situação processual e apoiando na regularização de documentos civis, etapa considerada fundamental para o exercício da cidadania.

O curso de Horta Comunitária teve carga horária de 40 horas e abordou preparo de canteiros, adubação orgânica e química, produção de mudas, manejo agroecológico, plantas medicinais, hidroponia e hortas verticais. O curso básico de cabeleireiro e barbeiro, também de 40 horas, incluiu técnicas de corte, design de barba, uso de instrumentos, higiene e biossegurança, além de orientação sobre atendimento e conduta profissional.

Ambas as qualificações visam oferecer competências técnicas que favoreçam a autonomia econômica e aumentem as chances de reinserção no mercado de trabalho após a saída da unidade prisional.

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