21.8 C
Dourados
quarta-feira, março 18, 2026

Governo Central fecha novembro com déficit de R$ 20,2 bilhões

As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registraram déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29).

Em novembro de 2024 o resultado também foi deficitário, mas menor: R$ 4,5 bilhões. A leitura de novembro de 2025 ficou acima da mediana das expectativas da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontava déficit de R$ 12,7 bilhões.

No mês, o Tesouro Nacional e o Banco Central, em conjunto, apresentaram superávit de R$ 1,1 bilhão. A Previdência Social (RGPS) teve déficit de R$ 21,3 bilhões.

A comparação com novembro de 2024 mostra que o resultado refletiu queda real de 4,8% na receita líquida (-R$ 8,4 bilhões) e aumento real de 4,0% nas despesas totais (+R$ 7,1 bilhões). A redução da receita líquida foi influenciada por retração de 52,5% nas receitas não administradas (-R$ 16,7 bilhões), devido, principalmente, à menor arrecadação de Dividendos e Participações (-R$ 6,9 bilhões), Concessões e Permissões (-R$ 4,7 bilhões) e outras rubricas (-R$ 5,7 bilhões).

Entre os fatores que elevaram as despesas primárias estão:
– Despesas discricionárias do Poder Executivo, com aumento de R$ 3,9 bilhões, dos quais R$ 3,2 bilhões concentrados na área de Saúde.
– Pagamentos de benefícios previdenciários, que subiram R$ 3,0 bilhões em função do aumento do número de beneficiários e dos reajustes reais do salário mínimo.

Itens que ajudaram a conter o crescimento das despesas incluíram rubricas obrigatórias com controle de fluxo (-R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 2,0 bilhões relativos ao Programa Bolsa Família) e a redução de Créditos Extraordinários (-R$ 1,6 bilhão), vinculada à ausência, em 2025, de pagamentos associados às ações de enfrentamento da calamidade no Rio Grande do Sul realizadas em novembro de 2024.

A arrecadação líquida da Previdência foi beneficiada pela evolução positiva do mercado de trabalho e pelo aumento dos recolhimentos do Simples Nacional previdenciário.

No acumulado do ano até novembro, o Governo Central apresentou déficit primário de R$ 83,8 bilhões, ante R$ 67,0 bilhões no mesmo período de 2024. Esse resultado decorre de um superávit de R$ 244,5 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central e de déficit de R$ 328,3 bilhões na Previdência Social (RGPS).

Em termos reais, a receita líquida acumulada cresceu 2,9% (+R$ 60,2 bilhões) e a despesa avançou 3,4% (+R$ 71,9 bilhões). O aumento da receita acumulada até novembro foi sustentado por alta real de 4,5% nas receitas administradas pela Receita (+R$ 72,8 bilhões) e de 5,4% na arrecadação líquida do RGPS (+R$ 31,7 bilhões).

Entre as receitas administradas que mais contribuíram para o avanço acumulado destacam-se:
– Imposto de Renda: +R$ 37,3 bilhões;
– Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): +R$ 13,4 bilhões;
– Imposto de Importação: +R$ 9,4 bilhões;
– Outras receitas administradas: +R$ 12,9 bilhões.

As receitas não administradas, por sua vez, registraram queda real acumulada de 6,9% (-R$ 21,6 bilhões). Os fatores que explicam esse recuo incluem redução em dividendos e participações (-R$ 12,3 bilhões), queda de R$ 11,6 bilhões em outras receitas, redução em concessões e permissões (-R$ 3,7 bilhões) e aumento das receitas de exploração de recursos naturais (+R$ 6,9 bilhões).

OUTRAS NOTÍCIAS

Consórcio da Amazônia Legal discute políticas públicas para a região

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, assumiu nesta segunda-feira (16) a presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. O grupo...

REDES SOCIAIS

6,762FãsCurtir
126SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS