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sexta-feira, março 13, 2026

Petroleiros do Norte Fluminense suspendem paralisação após 16 dias

Os petroleiros do Norte Fluminense decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (30), suspender a greve que já se estendia por 16 dias e aceitar a contraproposta apresentada pela Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho.

A categoria manteve o estado de assembleia permanente e o estado de greve, com o objetivo de fiscalizar o cumprimento, pela Petrobras, das cartas‑compromisso encaminhadas ao sindicato. Também foi aprovado desconto assistencial ao sindicato equivalente a 1% do salário líquido, a ser cobrado em três parcelas.

Entre os pontos incluídos no acordo constam avanços na cláusula relativa à folga suprimida, a garantia de que não haverá punições, transferências ou mudanças de regime para os trabalhadores que participaram da greve, neutralização dos dias de paralisação, pagamento do dia de desembarque como hora extra, criação do Auxílio Mercado e complementação do Auxílio Deslocamento. Ainda há pontos pendentes a serem negociados.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que haverá negociações importantes em 2026, entre elas sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR), novo plano de cargos e salários e a discussão dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) no Tribunal de Contas da União. Os PEDs são mecanismos para tentar equilibrar o déficit atuarial dos planos de previdência complementar da Fundação Petrobras (Petros) e envolvem contribuições extraordinárias dos participantes.

A Petrobras comunicou que 12 sindicatos já aprovaram a proposta, encerrando o movimento grevista na maior parte das bases, e que outras entidades devem deliberar sobre o tema ao longo do dia. Para os sindicatos que ainda não concordaram com o acordo, a empresa ajuizou dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que concedeu liminar determinando a manutenção de 80% do quadro de trabalhadores em atividade em cada unidade e proibindo a obstrução de acessos a áreas operacionais, portos e aeroportos.

Segundo a companhia, as paralisações não afetaram a produção e o abastecimento segue garantido. Equipes de contingência foram mobilizadas quando necessário.

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