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segunda-feira, janeiro 5, 2026

Ministro diz que equipe de segurança de Maduro foi executada a sangue frio

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou neste domingo (4) que parte significativa da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foi morta durante o ataque realizado no sábado (3), que culminou com a captura do chefe de Estado.

Padrino divulgou um vídeo em que aparece acompanhado por membros das Forças Armadas e leu um comunicado oficial em que repudiou a intervenção norte-americana e exigiu a libertação de Maduro. O presidente venezuelano está detido em Nova York, onde responde a acusações de narcoterrorismo.

No sábado, explosões foram registradas em diversos bairros de Caracas. Em meio à operação, forças de elite dos Estados Unidos capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e os transferiram para Nova York, segundo relatos oficiais.

A ação representa um novo episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última operação comparável ocorreu em 1989, no Panamá, quando as tropas norte-americanas prenderam o então presidente Manuel Noriega, acusado de tráfico de drogas.

Os Estados Unidos acusam Maduro de chefiar um suposto cartel venezuelano denominado De Los Soles, acusação que, segundo especialistas em tráfico internacional de drogas, não foi comprovada e cuja existência é questionada. Durante a gestão de Donald Trump, foi oferecida uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Analistas críticos à operação avaliam que o movimento tem motivação geopolítica, visando afastar a Venezuela de parceiros como China e Rússia e ampliar influência sobre as vastas reservas de petróleo do país, consideradas as maiores do mundo.

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