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quinta-feira, março 12, 2026

Embaixador alerta que ação dos EUA na Venezuela ameaça a paz na América do Sul

O governo brasileiro condenou a ação armada dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, ocorrido no sábado (3). A condenação foi apresentada na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, na segunda-feira (5).

Na sessão, o Brasil sustentou que a operação representa risco à paz na América do Sul e viola normas do direito internacional, em especial disposições da Carta das Nações Unidas que restringem o uso da força contra a integridade territorial e a independência política de Estados soberanos.

O representante brasileiro também ressaltou que intervenções militares prévias na região geraram regimes autoritários e graves violações de direitos humanos, incluindo prisões políticas e desaparecimentos, e defendeu que o futuro da Venezuela deve ser definido exclusivamente pelo seu povo, por meio do diálogo e no marco do direito internacional.

Outros países sul-americanos manifestaram posições semelhantes. A Colômbia e Cuba condenaram a operação norte-americana e apontaram riscos humanitários e instabilidade regional caso atos unilaterais se repitam. Bogotá destacou ainda a pressão sobre os fluxos migratórios, lembrando que já acolhe grande contingente de cidadãos venezuelanos e que um aumento massivo demandaria esforço adicional de recursos.

Havana atribuiu como objetivo principal da ação estadunidense o controle sobre a produção petrolífera e os recursos naturais venezuelanos, além de rejeitar acusações de que mantenha ativos de inteligência no país vizinho.

Em contrapartida, a Argentina foi um dos poucos países a apoiar a operação dos Estados Unidos. Buenos Aires avaliou a ação como um passo contra o narcoterrorismo e uma oportunidade para restaurar instituições democráticas na Venezuela. Em nota, a missão argentina na ONU também lembrou que, em março de 2024, o país concedeu asilo diplomático a seis líderes da oposição venezuelana e que houve expulsão de diplomatas argentinos após o reconhecimento de Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela.

A crise gerou reação imediata no Conselho de Segurança e aprofundou o diálogo regional sobre as consequências políticas, legais e humanitárias da intervenção estrangeira na Venezuela.

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