A Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) atua como um importante canal de escoamento para a produção agrícola do estado. Para comercializar no entreposto, o agricultor precisa seguir procedimentos administrativos e atender a requisitos de credenciamento.
O primeiro passo é procurar a unidade regional da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural). A Agraer é acionista majoritária da Ceasa/MS e mantém atendimento nos 79 municípios sul-mato-grossenses. Os endereços e telefones das unidades estão disponíveis nos canais oficiais da agência.
A Agraer realiza a análise para enquadramento na agricultura familiar. Depois do credenciamento, o produtor deve se cadastrar na administração da Ceasa/MS para operar no Cecaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), que fica dentro do entreposto. No Cecaf, os espaços de venda são chamados de “pedras”.
Para comercializar no Cecaf é exigida a apresentação do romaneio, documento que substitui a nota fiscal. Cada romaneio corresponde a uma carga trazida ao entreposto e tem custo de R$ 5,00 por emissão. A apresentação do romaneio também é necessária para entrada e venda no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar. O contato do Cecaf é pelos telefones (67) 3321-1044 / 3321-1048.
Como alternativa ao Cecaf, o agricultor pode negociar diretamente com empresas instaladas na Ceasa/MS. Nesses casos, é preciso comprovar a procedência da mercadoria por meio de romaneio ou nota fiscal.
A comercialização é de responsabilidade do produtor. A Ceasa/MS funciona como um polo de concentração e distribuição de frutas, verduras e legumes, com movimentação intensa a partir das 4h e público composto por comerciantes, representantes de empresas e consumidores finais.
A participação dos produtores sul-mato-grossenses na Ceasa/MS tem crescido. Entre janeiro e setembro de 2025, Mato Grosso do Sul ficou em 2º lugar entre os estados que mais forneceram produtos ao entreposto, com cerca de 25 mil toneladas de hortifrutigranjeiros, aumento de 8,93% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Nos primeiros seis meses do ano passado, os itens mais comercializados nas Centrais originários do estado foram mandioca (4,3 mil toneladas), laranja (4,2 mil toneladas) e ovo (3,6 mil toneladas).




