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terça-feira, março 10, 2026

Chefes de Estado europeus comemoram aprovação provisória do acordo UE‑Mercosul

Embora o Conselho da União Europeia ainda não tenha anunciado oficialmente a conclusão, embaixadores dos 27 Estados-membros indicaram na manhã desta sexta-feira (9) a formação de uma maioria favorável à assinatura do acordo comercial entre UE e Mercosul, negociado por cerca de 25 anos.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e setores empresariais celebraram a possível conclusão das tratativas. A ministra das Relações Exteriores da Áustria também reagiu positivamente nas redes sociais, apesar de seu país ter votado contrariamente à iniciativa.

Países que manifestaram oposição incluem Polônia e Áustria. Representantes diplomáticos da França, Hungria e Irlanda também se posicionaram contra o acordo. O Parlamento polonês já vinha propondo mecanismos legais para proteger o setor agrícola e prever eventuais compensações ao setor produtivo.

A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) avalia que o apoio da maioria dos Estados-membros marca um passo importante para uma Europa aberta ao comércio. A entidade destaca que a assinatura do acordo reduziria de forma expressiva tarifas sobre automóveis produzidos na UE — atualmente de até 35% — além de eliminar barreiras técnicas ao comércio e fortalecer cadeias de abastecimento de matérias-primas críticas. A ACEA apelou por uma rápida ratificação no Parlamento Europeu para que os benefícios entrem em vigor o quanto antes.

Segundo a agência Reuters, além da indicação verbal das posições dos governos, cada país deve confirmar seu voto por escrito até as 17h (13h em Brasília) de hoje. Ao menos 15 Estados-membros, reunindo pelo menos 65% da população da UE, teriam votado a favor, percentual exigido para avanço da proposta.

Se o resultado for formalizado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá se deslocar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar o acordo com os países do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Além disso, o Parlamento Europeu terá de aprovar o texto para que o acordo possa entrar em vigor.

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