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quarta-feira, janeiro 14, 2026

Petro afirma ter temido ser capturado pelos EUA, comparando-se a Maduro

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou em entrevista ao jornal espanhol El País que temeu ser preso pelos Estados Unidos, no mesmo episódio que teria levado à detenção do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no último fim de semana.

Petro relatou ter conversado por telefone com o presidente americano, Donald Trump, na quarta-feira (7). Segundo o presidente colombiano, durante a ligação Trump teria indicado intenção de realizar ações na Colômbia e que já haveria preparação de uma operação militar. Após a conversa, Petro disse acreditar que as ameaças diminuíram, embora tenha ressalvado a possibilidade de estar enganado.

Apesar do receio, Petro informou que não reforçou sua segurança pessoal. Ele afirmou que a Colômbia não possui defesa aérea, justificando que os confrontos no país são predominantemente internos e que as forças não dispõem de equipamentos como caças F-16 ou sistemas de defesa aérea correspondente. Como alternativa, o presidente destacou a aposta na defesa popular e anunciou ter convocado uma resistência popular na quarta-feira.

A reportagem também informou que, no sábado 3 de janeiro, Maduro teria sido detido pelo governo dos Estados Unidos e levado para julgamento em um tribunal federal de Nova York. Após a suposta detenção, Delcy Rodríguez teria assumido a presidência interina da Venezuela.

Petro relatou contato recente com Delcy Rodríguez e descreveu que a dirigente venezuelana estaria sob pressão interna e externa, além de ter sido acusada de traição. Segundo o presidente colombiano, a prioridade para a Venezuela deveria ser a unidade do povo, condição que ele apontou como essencial para evitar formas de influência externa e avançar em uma solução política.

Ainda na entrevista, Petro disse que sua proposta para a Venezuela — de transição rumo a eleições livres e um governo compartilhado — estaria alinhada com iniciativas defendidas por setores dos Estados Unidos. Ele, porém, enfatizou que esse processo não pode ser imposto externamente e deve emergir de um diálogo interno venezuelano, com papel de facilitação exercido pelos Estados Unidos em conjunto com países da América Latina.

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