A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul realizará, em 21 de janeiro de 2026, uma capacitação estadual para profissionais de saúde com foco no diagnóstico precoce da hanseníase. A ação integra as atividades do Janeiro Roxo e faz parte da campanha nacional Janeiro a Janeiro, desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a OPAS.
O treinamento será oferecido por meio da plataforma Telessaúde e tem como público alvo profissionais e coordenadores municipais dos 79 municípios do estado. O webinar “Qualificação em Hanseníase” ocorrerá das 8h30 às 10h30 (horário de Mato Grosso do Sul).
A iniciativa receberá suporte técnico do Hospital de Referência São Julião e contará com a participação de consultores da Coordenação-Geral de Vigilância da Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE), vinculada ao Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT) da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A condução do evento ficará a cargo do coordenador do Programa de Hanseníase do Ambulatório do Hospital São Julião, Augusto Brasil Filho, e dos consultores Marcela Campos e Alexandre de Macedo.
A qualificação abordará o reconhecimento dos sinais e sintomas da doença e a utilização do teste rápido em contatos de casos novos, com objetivo de ampliar a capacidade de resposta das equipes da Rede de Atenção à Saúde.
Entre os sinais de alerta descritos pelas autoridades de saúde estão: manchas na pele (de coloração branca, avermelhada, acastanhada ou amarronzada); áreas cutâneas com alteração da sensibilidade ao calor, frio, dor ou tato; formigamento e sensação de choques, especialmente em braços e pernas. Outros sinais possíveis incluem inchaço de mãos e pés, ressecamento da pele, queda de pelos (notadamente das sobrancelhas), nódulos e, em alguns casos, sangramentos nasais. Procurar uma unidade de saúde para avaliação é indicado ao identificar qualquer um desses sinais.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) apontam 1.950 casos notificados em Mato Grosso do Sul no período de 2021 a 2025, com aumento nos registros em 2024 e 2025, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e capacitação profissional.
A hanseníase é doença curável e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo informações técnicas, o risco de transmissão é eliminado logo nas primeiras doses da medicação, e a detecção precoce contribui para melhores desfechos e prevenção de complicações.




