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quarta-feira, janeiro 14, 2026

Transpetro: furtos em dutos crescem após seis anos de queda

A Transpetro registrou 31 ocorrências de furtos e tentativas de furto em dutos no ano passado, ante 25 casos em 2024. O número interrompe a trajetória de queda de cerca de 90% observada desde 2018, quando foram contabilizados 261 registros.

A maior concentração ocorreu em São Paulo, com 22 dos casos — mais de 70% do total nacional. O estado teve aumento frente às 17 ocorrências de 2024 e às 16 de 2023, mantendo-se como principal foco das derivações clandestinas.

Minas Gerais também apresentou alta, passando de uma ocorrência em 2024 para seis em 2025. Goiás registrou um caso no período. Minas e Goiás são cortados pelo Oleoduto São Paulo–Brasília (Osbra), um dos trechos mais estratégicos do sistema dutoviário do país.

Já o Rio de Janeiro apresentou queda significativa ao longo dos últimos anos: de 13 derivações clandestinas em 2020 para apenas uma em 2025.

A Transpetro opera uma malha de aproximadamente 8,5 mil quilômetros de dutos em todas as regiões do país. A empresa informa investir cerca de R$ 100 milhões por ano em ações de prevenção e alertas sobre riscos à vida e ao meio ambiente.

Para este ano, a companhia planeja manter uma estratégia integrada baseada em três pilares: uso de tecnologia e inteligência para monitoramento e detecção; atuação conjunta com órgãos de segurança pública; e relacionamento permanente com comunidades vizinhas às faixas de dutos.

A Transpetro também relata que transporta cerca de 650 bilhões de litros de petróleo, derivados e biocombustíveis anualmente pelos dutos, o que reduz a circulação de caminhões nas estradas. Segundo a empresa, o modal dutoviário apresenta vantagem ambiental em relação ao transporte rodoviário, com redução de emissões.

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