O Brasil exportou 40,04 milhões de sacas de 60 kg de café em 2025, queda de 20,8% em relação a 2024. Apesar do recuo no volume, a receita atingiu recorde: US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação anual.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Segundo o levantamento, as vendas brasileiras alcançaram 121 países, e a receita registrada é a maior desde 1990, quando o Cecafé começou a acompanhar os dados.
O relatório também registra a imposição, pelos Estados Unidos, de tarifas de 50% sobre o café brasileiro entre o início de agosto e o fim de novembro, medida que coincidiu com queda nas importações norte-americanas no período.
A Alemanha foi o principal destino das exportações brasileiras em 2025, com 5,4 milhões de sacas embarcadas — 13,5% do total e recuo de 28,8% frente a 2024. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 5,3 milhões de sacas (13,4% do total), redução de 33,9% em relação ao ano anterior.
Por tipo de produto, o café arábica respondeu pela maior parcela das exportações, com 32,3 milhões de sacas (80,7% do total). A espécie canéfora (conilon e robusta) teve embarques de 3,9 milhões de sacas (10%). O café solúvel somou 3,6 milhões de sacas (9,2%). O segmento de café torrado e torrado e moído representou 58.474 sacas (0,1%).




