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segunda-feira, março 16, 2026

MS lança nova estratégia contra o VSR para ampliar cobertura e fortalecer cuidados na primeira infância

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS) inicia em 2026 a estratégia de imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR) com a incorporação do anticorpo monoclonal nirsevimabe ao SUS.

O estado recebeu 440 doses enviadas pelo Ministério da Saúde para o começo da vacinação, prevista para os primeiros dias de fevereiro. As doses serão retiradas pelos municípios na Rede de Frio estadual na quinta-feira (29) e na sexta-feira (30) e, em seguida, entregues às maternidades selecionadas.

Ao todo, 17 maternidades receberão estoque do imunobiológico. Elas ficam em Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Amambai, Ponta Porã, Bonito, Nova Andradina, Rio Brilhante, Iguatemi, Miranda, Aquidauana, Paranaíba, Chapadão do Sul, Jardim, Cassilândia e Maracaju. Demais municípios poderão solicitar doses pelo sistema E-CRIE.

A campanha é destinada a recém-nascidos prematuros (menos de 37 semanas de gestação) e a crianças com comorbidades até 24 meses de idade (1 ano, 11 meses e 29 dias). As condições contempladas incluem cardiopatia congênita; imunocomprometimento grave, congênito ou adquirido; fibrose cística; anomalias congênitas das vias aéreas; doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia); síndrome de Down; e doenças neuromusculares.

O nirsevimabe será oferecido também nas maternidades, possibilitando a aplicação nas primeiras horas ou dias de vida, de maneira semelhante à administração da BCG e da vacina contra hepatite B. A intenção é acelerar a proteção e ampliar a cobertura entre os grupos elegíveis.

A introdução do nirsevimabe representa mudança na política estadual de prevenção ao VSR. Até então, o palivizumabe era distribuído pela Assistência Farmacêutica a um grupo mais restrito, como prematuros extremos. Com a nova estratégia, a coordenação passa para a área de Imunização e o público atendido é ampliado. Bebês que já iniciaram o esquema com palivizumabe deverão concluir o protocolo vigente pela Assistência Farmacêutica, que seguirá responsável pela dispensação em polos específicos.

Para organizar a implantação, a SES finalizou o fluxo operacional, realizou webconferência com os 79 municípios e promoveu treinamentos para equipes municipais e profissionais das maternidades. Nas unidades, o foco inicial será a imunização de prematuros; casos de comorbidades identificados no período neonatal também poderão ser contemplados. Crianças com comorbidades diagnosticadas posteriormente passarão por avaliação no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), com análise médica para liberação do imunizante.

A SES ressalta que o nirsevimabe é um medicamento de alto custo e que sua incorporação ao SUS amplia as ferramentas de proteção da primeira infância. Pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde para verificar critérios de elegibilidade e orientações sobre o acesso ao imunizante.

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