O BNDES liberou mais de R$ 15 milhões para o Prodoce, projeto voltado a apoiar aproximadamente 17 mil pequenos agricultores de Minas Gerais e do Espírito Santo. A iniciativa integra o Novo Acordo do Rio Doce, elaborado para reparar os danos do rompimento da barragem de Fundão, em 2015.
Com orçamento total de R$ 125,5 milhões, o Prodoce tem como objetivos recuperar a capacidade produtiva das áreas agrícolas atingidas e revitalizar espécies vegetais cultivadas. Novos repasses estão previstos ao longo dos próximos anos.
O projeto prevê ações para ampliar a renda dos produtores, aumentar a eficiência agroecológica das propriedades, diversificar sistemas produtivos e fortalecer cadeias de valor. Essas medidas também visam acelerar a restauração da qualidade ambiental e ampliar o diagnóstico sobre os efeitos da contaminação na produção local.
O acordo de reparação do desastre estipula R$ 170 bilhões em indenizações e programas, sendo R$ 49 bilhões destinados a ações da União gerenciadas pelo BNDES. Em novembro de 2024 foi assinado um novo termo entre a União, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco e suas acionistas Vale e BHP, além de órgãos do sistema de Justiça. O objetivo foi repactuar ações iniciadas em 2016 que não garantiram a reparação integral dos danos.
O Prodoce é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Para execução das atividades, foi firmado um acordo de cooperação técnica com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia.
Entre as iniciativas previstas estão a aplicação de protocolos para reversão da contaminação, a criação de selos e certificações por cadeias produtivas e o apoio à diversificação de cultivos adaptados às condições locais. Mais de 16 mil propriedades estão previstas para receber os benefícios.
O rompimento da barragem de Fundão completa dez anos em novembro do ano passado, e diversos programas ainda devem ser implementados em dezenas de municípios mineiros.




