Campo Grande terá atuação integrada de governo, prefeitura, forças de segurança e instituições de defesa de direitos no Carnaval 2026, com foco em segurança, inclusão e ações de conscientização. A programação de medidas foi detalhada em coletiva realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS) na quarta-feira (28).
Serão mobilizados cerca de 180 policiais militares diariamente para atuar especificamente nos eventos carnavalescos. O esquema operacional contará com o apoio do Batalhão de Choque e do policiamento montado, responsáveis pela segurança no perímetro externo das festas.
A estratégia de segurança inclui fechamento de acessos, revistas preventivas e proibição da entrada de objetos cortantes. Trata-se de procedimentos já aplicados em edições anteriores, que, segundo autoridades, contribuíram para reduzir o número de ocorrências.
Além do reforço ostensivo, o Carnaval de 2026 terá ênfase em pautas sociais. Organizadores e blocos independentes promoverão ações de conscientização contra o assédio e a violência, com atenção especial a mulheres e grupos em situação de vulnerabilidade. A proposta é transformar o espaço de folia em ambiente seguro e de responsabilidade coletiva.
A Defensoria Pública anunciou campanha de divulgação de direitos e de orientações sobre como acessar o serviço em casos de violação, incluindo distribuição de material impresso com o número do plantão para atendimento de denúncias.
Organizadores ressaltam que a articulação entre poder público, entidades culturais, blocos de rua e instituições de segurança aponta para uma nova visão do Carnaval de Campo Grande: além de evento cultural e turístico, a festa passa a ser tratada como espaço de cidadania, inclusão e proteção social.
Com investimentos públicos, fortalecimento de políticas de segurança e participação de diferentes setores da sociedade, a expectativa é consolidar o Carnaval de Campo Grande como exemplo de festa popular que reúne alegria, diversidade e cuidado com o público.




