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terça-feira, fevereiro 3, 2026

Após 66 violações da tornozeleira eletrônica, Oruam está foragido

A 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinou nesta terça-feira (3) a prisão do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A Polícia Civil tentou cumprir a ordem na residência do artista, mas ele não foi encontrado e segue foragido.

Oruam responde a ação penal por tentativa de homicídio qualificado. Ele estava em liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica por liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que foi posteriormente revogada após relatórios da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apontarem repetidas violações das medidas.

Conforme os autos, o réu deixou de cumprir recolhimento domiciliar noturno em diversas ocasiões e acumulou episódios de negligência com o equipamento, entre eles longos períodos com a tornozeleira desligada. Entre outubro e novembro de 2025 foram registrados 22 incidentes desse tipo nos autos do processo.

Segundo a Seap, Oruam compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em 9 de dezembro de 2025 para troca do aparelho. A tornozeleira retirada foi enviada à perícia, que identificou dano eletrônico possivelmente causado por forte impacto. A secretaria informou ainda que o monitorado usa o equipamento desde 30 de setembro de 2025 e, a partir de 1º de novembro, acumulou 66 ocorrências, das quais 21 foram classificadas como graves somente em 2026, majoritariamente por falta de carregamento da bateria. Após a substituição, o novo dispositivo também apresentou falhas por ausência de carregamento e permanece descarregado desde 1º de fevereiro deste ano.

Diante das irregularidades, o Ministério Público requereu a prisão preventiva. Inicialmente o juízo reconheceu o descumprimento das cautelares, mas não decretou a prisão em razão da liminar do STJ. Com a revogação dessa liminar, a juíza Tula Corrêa de Mello concluiu que as medidas alternativas se mostraram insuficientes e determinou a retomada da prisão preventiva para preservar a ordem pública e a efetividade do processo penal.

A denúncia aponta que Oruam é acusado de tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, ambos da Polícia Civil do Rio. Também são réus no mesmo processo Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos. A acusação sustenta que, em 22 de julho de 2025, durante operação policial na casa do rapper para cumprimento de ordem de busca e apreensão relacionada a um menor investigado por atos análogos ao tráfico e crimes patrimoniais, Oruam e outras pessoas lançaram pedras de grande porte contra os agentes.

O artista é filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, atualmente encarcerado em penitenciária federal.

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