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terça-feira, fevereiro 10, 2026

Formalização que impulsiona agroindústrias rumo à prosperidade

A articulação entre agricultores familiares, Agraer e Vigilância Sanitária transformou a agroindustrialização da mandioca em Sidrolândia (MS) em um modelo de formalização rentável e replicável.

Hoje o município conta com 14 agroindústrias de mandioca formalizadas com o acompanhamento da Agraer. Considerando outras cadeias produtivas, a estimativa é de que o número de empreendimentos formalizados possa se aproximar de 40 unidades ainda este ano.

O trabalho da Agraer parte da realidade de cada propriedade. Técnicos avaliam estruturas existentes, recomendam adaptações, desenham plantas baixas e organizam o fluxo de produção, com separação de áreas limpas e sujas para reduzir riscos de contaminação. Entre os profissionais envolvidos há servidores com décadas de atuação na agricultura familiar e anos de experiência no fortalecimento da agroindústria.

Casos concretos ilustram os resultados. A produtora Maria Helena Echeverria estruturou sua agroindústria no assentamento Eldorado II com apoio da Agraer em 2012. Hoje fornece para mercados e para programas públicos como PNAE e PAA. Com rotulagem, selo da agricultura familiar e código de barras, ela entrega cerca de 6.000 kg de mandioca por mês e obtém renda líquida mensal acima de R$ 7 mil.

O casal Silvana e Moacir Plizzari regularizou a agroindústria “Família” em 2023, após adequações orientadas pela Agraer. A unidade passou a comercializar cerca de 600 kg por semana — aproximadamente 4.000 kg por mês — atendendo mercados e restaurantes, inclusive em trechos da rodovia de acesso à rota turística de Bonito. A organização da produção elevou a rentabilidade, já que a mandioca processada tem preço significativamente superior ao produto vendido in natura.

Na Agroindústria Santa Lúcia, Dirlei Rodrigues e Rosângela Miranda fizeram aporte próprio de R$ 25 mil ao longo do tempo. A unidade atende 15 clientes fixos e produz em média 4.000 kg de mandioca por mês, com renda líquida que varia entre R$ 10 mil e R$ 15 mil após custos.

A Vigilância Sanitária municipal atua como parceira técnica, orientando o enquadramento às normas e a aplicação das resoluções da Anvisa de maneira compatível com a realidade da agricultura familiar. Essa interlocução permite adequações graduais e acompanhamento contínuo dos empreendimentos.

No varejo local, a demanda confirma a aceitação do produto formalizado. Um supermercado da cidade compra cerca de 2.000 kg de mandioca por mês de uma das produtoras locais, sinalizando mercado estável para os itens com rotulagem e selo.

O suporte técnico também é oferecido pela equipe do Setor de Agroindústria Rural e Políticas Públicas de Compras de Alimentos da Agraer Central, responsável por elaboração de rótulos, selo da agricultura familiar, códigos de barras, capacitações e cadastro no Prove.

O Prove Pantanal — Programa de Verticalização da Produção Agropecuária do Mato Grosso do Sul — complementa o arranjo ao oferecer tratamento tributário diferenciado, incluindo isenção de ICMS, e permitir o cadastro do empreendimento por meio do CPF e inscrição estadual do agricultor familiar, sem a exigência imediata de CNPJ, além de orientar a assistência técnica voltada à agroindústria.

Em Sidrolândia, a formalização passou a ser vista como caminho para ampliar mercados, aumentar renda e fortalecer a economia local.

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