O frevo nasceu no Recife, no final do século XIX, e resultou da mistura entre a marcha e o maxixe. Seus passos acelerados têm origem na capoeira, quando movimentos de luta foram convertidos em dança.
O gênero se apresenta em três variações principais. O frevo de rua é essencialmente instrumental. O frevo-canção incorpora voz ao conjunto. Já o frevo de bloco é tocado por orquestras de pau e cordas, com formação que inclui violões, banjos e bandolins.
Ao longo do século XX, compositores locais deram forma e força ao ritmo. Nomes como Capiba, Nelson Ferreira e Edgar Moraes são referência na consolidação do repertório.
Entre os detentores dessa tradição viva está J. Michiles, autor de mais de 150 frevos. Em seu catálogo figura a marcha conhecida como “Vampira”, que se tornou um dos hinos do repertório.
O frevo permanece como elemento central da cultura pernambucana e segue presente nas festas e na memória musical da cidade.




