O Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público de Minas Gerais (Gaeciber/MPMG) orienta pais e responsáveis a não divulgarem fotos de crianças com uniformes escolares nas redes sociais. O órgão afirma que a exposição da rotina dos menores aumenta o risco de crimes como trotes de sequestro e alvos para rapto.
Segundo o Gaeciber, informações como o nome da escola e os horários ou cursos frequentados podem ser utilizadas por criminosos para montar golpes. O órgão também apontou a engenharia social como técnica comum na obtenção desses dados e na construção de armadilhas mais críveis.
A recomendação é que famílias limitem a circulação de imagens e dados pessoais dos filhos, definindo critérios de privacidade e restringindo o acesso às publicações. O MPMG tem promovido campanhas de prevenção para reduzir a superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais, além de ações internas de conscientização entre os próprios servidores.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2024 indicam que 94% dos brasileiros têm acesso à internet, o que reforça a necessidade de uso responsável e atenção aos riscos online, segundo o Gaeciber.
O órgão também criou recentemente uma força-tarefa voltada a prevenir golpes relacionados ao pagamento do IPVA e a fortalecer a repressão a crimes digitais. Em 2023, a iniciativa resultou em condenações superiores a 14 anos para autores de crimes sexuais e mais de 12 anos para casos de extorsão, conforme apuração do Ministério Público.




