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quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Carnaval no Agreste pernambucano celebra folclore e tradição

As manifestações dos Caiporas de Pesqueira e dos Papangus de Bezerros representam vertentes do Carnaval do agreste pernambucano que se diferenciam das tradições urbanas do Recife e de Olinda, mas mantêm papel central na cultura local.

Os Caiporas de Pesqueira surgiram em 1962 a partir de uma brincadeira entre amigos. A caracterização é marcada por sacos de estopa cobrindo a cabeça, rostos pintados e o contraste com roupas sociais como paletó, camisa e gravata. Durante o Carnaval, o grupo arrasta centenas de foliões pelas ruas da cidade. Em 2017, a tradição foi reconhecida como patrimônio imaterial do Estado e, em 2024, recebeu o reconhecimento como patrimônio vivo de Pernambuco.

Os Papangus de Bezerros têm origem centenária, também decorrente de uma brincadeira entre conhecidos. A prática tradicional incluía mascarados que percorriam residências pedindo angu de milho. A confecção das fantasias evoluiu para uma atividade artesanal local, com oficinas e artistas dedicados à manutenção da tradição. Em 2009, o bloco dos Papangus foi oficialmente tombado como patrimônio cultural e material de Pernambuco, consolidando-se como uma das principais atrações carnavalescas da região.

Essas manifestações do agreste reforçam a ligação entre folclore e identidade regional, movimentam a economia local, atraem visitantes e valorizam o trabalho de artesãos e artistas populares.

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