Cuidados básicos com alimentação, hidratação e exposição ao sol são essenciais para preservar a saúde durante o carnaval. O período de festas eleva o risco de desidratação, problemas gastrointestinais e complicações cardiovasculares, especialmente em ambientes de calor, aglomeração e consumo de álcool.
Hidratação e alimentação
Foliões devem priorizar a ingestão de líquidos ao longo do dia. A hidratação ajuda a repor perdas por suor e reduz risco de descompensações. Como referência mínima, recomenda-se consumir pelo menos dois litros de água por dia, sendo indicado um limite inferior de 35 ml por quilo de peso corporal em situações de risco de desidratação.
Além da água, bebidas como água de coco e isotônicos podem evitar desequilíbrios eletrolíticos, sobretudo em casos de diarreia. Recomenda-se evitar beber álcool em jejum e intercalar o consumo de bebidas alcoólicas com água para limitar a desidratação.
Quanto à alimentação, priorize refeições leves e de fácil digestão, consumidas em intervalos regulares. Opções indicadas incluem frutas, iogurtes, sanduíches naturais, castanhas e barras de cereais com menor teor de conservantes. Evite alimentos preparados com maionese ou mantidos por longos períodos em temperatura ambiente.
Segurança alimentar
Alimentos de procedência duvidosa e mal conservados aumentam o risco de contaminação e gastroenterite bacteriana. Sanduíches mantidos em isopores por muitas horas, carnes grelhadas vendidas a temperatura ambiente e produtos ultraprocessados (ricos em gordura, sódio e açúcar) apresentam maior chance de intoxicação ou desconforto gastrointestinal.
Sempre que possível, opte por refeições minimamente processadas e completas, como arroz, feijão, legumes cozidos e uma proteína magra, em vez de salgadinhos industrializados ou refeições prontas.
Medicamentos e sinais de alerta
O uso excessivo de anti-inflamatórios pode agravar gastrite, provocar úlceras ou sangramentos digestivos. Antiácidos em excesso podem mascarar sintomas e atrasar busca por atendimento adequado.
Procure um serviço de emergência se a diarreia persistir por mais de 48 horas ou vier acompanhada de vômitos, febre, sangue nas fezes ou dor abdominal progressiva. Nesses casos, pode ser necessária hidratação intravenosa, antibióticos e monitoramento médico.
Riscos cardíacos e exposição ao calor
Períodos de calor intenso e atividades prolongadas aumentam a carga sobre o sistema cardiovascular, com maior frequência cardíaca, baixa pressão arterial, desequilíbrio eletrolítico e risco de arritmias ou desmaios. Grupos mais vulneráveis incluem crianças, bebês, idosos e pessoas com comorbidades como obesidade, diabetes, doenças cardíacas e insuficiência renal crônica.
Sinais de alerta incluem suor excessivo, tontura, falta de ar, cansaço incomum e desmaios. Em casos de exposição excessiva ao sol com temperatura corporal acima de 40°C, há risco de insolação, condição grave que pode levar a danos cerebrais, falência de órgãos e morte se não tratada rapidamente.
Álcool, drogas e procedência de bebidas
Consumo de álcool contribui para irritação gástrica, refluxo, alteração da motilidade intestinal e maior permeabilidade intestinal, além de potencializar a desidratação. Bebidas de procedência duvidosa vendidas em blocos trazem risco adicional, incluindo intoxicação por metanol. O uso de drogas recreativas também eleva o estresse cardiovascular e pode agravar palpitações e outros problemas cardíacos, especialmente quando associado à desidratação.
Recuperação pós-folia
Após os eventos, a recomendação é retomar uma alimentação rica em proteínas magras (frango, peixe), verduras, legumes e frutas para repor nutrientes, vitaminas e minerais que auxiliam na recuperação tecidual e no reequilíbrio do organismo.
Em resumo, a combinação de hidratação adequada, escolhas alimentares seguras, sono regular e atenção a sinais de agravamento reduz consideravelmente os riscos de saúde associados ao carnaval.




