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quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Parentes de presos políticos iniciam greve de fome em Caracas

Um grupo de dez mulheres, parentes de presos políticos venezuelanos, completou 96 horas em greve de fome nas imediações de uma delegacia da Polícia Nacional Bolivariana em Caracas. A mobilização tem como objetivo pressionar pela libertação dos detidos.

A ação começou às 6h de sábado (14). Na segunda-feira, uma das manifestantes desmaiou e foi levada de táxi a um hospital por falta de ambulâncias no local.

No mesmo complexo policial, identificado como Zona 7, há detentos que também iniciaram greve de fome na sexta-feira (13) e já permanecem há mais de 120 horas em protesto. A ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos relatou dificuldades no atendimento aos detidos, incluindo a suposta restrição de entrada de soro pelos policiais.

No acampamento das mulheres, um pequeno painel registra o tempo da mobilização e uma faixa com a frase “Liberdade para todos” foi afixada no local. As manifestantes, com idades entre 23 e 46 anos, permanecem deitadas sobre colchões.

A organização que acompanha o caso afirma que a greve das familiares foi motivada pelo descumprimento de promessas feitas em 6 de fevereiro pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, que havia condicionado a libertação dos presos à aprovação de uma lei de anistia e estimado um prazo para sua implementação.

No sábado, 17 detidos foram liberados na Zona 7, conforme informado pelas autoridades parlamentares. Segundo relatos oficiais, o processo de libertação e a discussão sobre a anistia fazem parte de um “novo momento político” anunciado após a assunção de Delcy Rodríguez à presidência, ocorrida depois de uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas em janeiro que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro.

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