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quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Brasil e mais de 100 países condenam expansão israelense na Cisjordânia

Brasil e quase 100 países divulgaram nesta quarta-feira (18) uma nota conjunta em que condenam a expansão de Israel na Cisjordânia.

No domingo (15), o governo israelense aprovou a reabertura do registro de terras na Cisjordânia ocupada, medida que permitirá a colonos israelenses obter títulos definitivos de propriedade na região. Autoridades palestinas reagiram contrárias à iniciativa.

No comunicado conjunto, os países afirmaram que a decisão unilateral de Israel contraria o direito internacional e fragiliza os esforços por uma solução pacífica e estável para o conflito. A nota foi divulgada no fim do dia pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Os signatários também declararam que irão adotar medidas baseadas no direito internacional e em resoluções da ONU para promover o direito dos palestinos à autodeterminação e enfrentar a política de assentamentos considerada ilegal, incluindo ações que possam causar deslocamento forçado ou anexação.

A declaração reafirmou ainda que a solução de dois Estados, com fronteiras seguras e reconhecidas baseadas nas linhas de 1967, continua sendo vista pelos signatários como o caminho para garantir paz e estabilidade na região.

Contexto: a Cisjordânia é uma das áreas reivindicadas pelos palestinos para um futuro Estado. Grande parte do território permanece sob controle militar de Israel, enquanto a Autoridade Palestina administra algumas áreas com autonomia limitada e apoio internacional.

O governo israelense apresentou a medida como justificável por razões de segurança e como resposta a registros de terra promovidos pela Autoridade Palestina, segundo relatos da imprensa. A presidência palestina qualificou a ação como forma de anexação do território ocupado.

Com informações da Reuters.

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