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segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Policial militar presta depoimento após matar cachorro comunitário em São Paulo

Um soldado da Polícia Militar apontado pela Polícia Civil como suspeito de matar um cachorro comunitário na Zona Leste de São Paulo prestou depoimento ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) nesta segunda-feira (23). Ele compareceu acompanhado pela Corregedoria da PM, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). O militar não foi preso e responderá em liberdade por maus-tratos contra animais.

O crime ocorreu em 18 de janeiro e foi registrado por uma câmera de monitoramento. As imagens mostram um homem, em um ponto de ônibus na calçada da Avenida Ragueb Chohfi, no Jardim Três Marias, sacando uma arma, atirando contra o animal e em seguida fugindo. A Polícia Civil informou que o cachorro foi atingido por sete tiros; o vídeo mostra dez disparos no local.

O animal, sem raça definida e que vivia nas ruas, era conhecido na região como Caramelo por moradores e por funcionários de um shopping próximo. A divulgação da morte coincidiu com a publicação, no mesmo dia, de uma lei estadual que reconheceu o “vira-lata Caramelo” como expressão cultural de São Paulo.

O caso ocorre em meio a uma sequência de agressões a animais de rua no país. No início de janeiro, um cão chamado Orelha foi espancado por quatro adolescentes na Praia Brava, em Santa Catarina, e morreu no dia seguinte. Em Toledo, no Paraná, outro animal conhecido como Abacate foi morto por disparo de arma de fogo. As polícias investigam ambos os episódios.

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