Um tamanduá‑bandeira atropelado e em estado grave foi um dos primeiros animais a chegar ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Três Lagoas após a inauguração da unidade. O animal entrou bastante debilitado, recebeu atendimento veterinário e passou por reabilitação até apresentar condições para retorno ao ambiente natural, quando foi solto.
O CETAS de Três Lagoas iniciou operação efetiva em 15 de dezembro de 2025. Desde então, a unidade contabilizou 137 atendimentos a animais silvestres.
Do total de casos, 114 envolveram aves, 21 répteis e 2 mamíferos — entre eles um lobinho que deu entrada na unidade na mesma data de início das atividades. Esses números refletem a demanda regional e o perfil predominante da fauna recebida.
A criação do CETAS também contribuiu para a descentralização dos serviços prestados pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande. Antes da nova unidade, animais feridos da região eram encaminhados à capital, o que aumentava o tempo de deslocamento e a sobrecarga do sistema. A atuação local permite respostas mais rápidas e facilita a reintrodução de animais ao seu habitat.
A unidade foi projetada para resgate, atendimento emergencial, triagem e permanência temporária de animais, seguindo padrões de segurança sanitária e bem‑estar animal em conformidade com a legislação ambiental vigente.
A implantação do CETAS resultou de mais de dez anos de monitoramento ambiental, estudos técnicos e articulação entre o poder público e empresas instaladas na região. Entre as parceiras envolvidas estão Suzano, Eldorado, Cargill, Curtume Três Lagoas, Omya do Brasil, International Paper, Nouryon, Sitrel, Proactiva, White Martins e, mais recentemente, Arauco.
O investimento total na unidade foi de aproximadamente R$ 1,7 milhão, viabilizado por recursos das empresas parceiras para conclusão da obra e compra de materiais. O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) forneceu mobiliário, equipamentos, sistema de climatização, geladeira, bebedouro e veículo, garantindo a operacionalidade do CETAS e a manutenção dos animais até a soltura ou eventual encaminhamento ao CRAS.




