O governo federal prepara um novo plano para socorrer setores da economia ainda penalizados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A proposta mira empresas afetadas pela Seção 232, que inclui produtos como aço e alumínio — sujeitos a alíquota extra de 50% — e autopeças, com tarifa de 25% no mercado americano.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) trabalha na elaboração de um programa na esteira do Brasil Soberano lançado no ano passado para apoiar exportadores atingidos pelo aumento tarifário. A intenção é usar recursos já disponíveis no próprio BNDES, sem recorrer a aportes do Tesouro.
No primeiro programa Brasil Soberano, o banco ofereceu uma linha de crédito extraordinária de R$ 30 bilhões, das quais cerca de R$ 17 bilhões foram efetivamente utilizadas pelas empresas. Parte do saldo remanescente deverá ser direcionada a setores que ainda sofrem impactos das tarifas.
O Ministério da Fazenda está envolvido na modelagem da iniciativa, que aguarda definição da estratégia final pela Presidência. O foco será priorizar os setores mais duramente afetados pelas medidas comerciais americanas.




