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domingo, março 1, 2026

Operação de busca em Juiz de Fora é encerrada; moradores permanecem fora de casa

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que as buscas por vítimas das chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata, foram encerradas. O último desaparecido localizado foi o menino Pietro, de 9 anos, encontrado na noite de sábado (28) no bairro Paineiras.

Em atualização na manhã de domingo (1º), a corporação registrou 72 mortes decorrentes das chuvas. Ao todo, 72 corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), sendo 65 provenientes de Juiz de Fora e de Ubá. Ainda há uma pessoa desaparecida em Ubá, onde as buscas serão intensificadas.

Uma equipe da Agência Brasil esteve em Juiz de Fora na sexta-feira (27) e constatou que moradores do bairro Paineiras permaneceram fora de suas residências após o deslizamento ocorrido na noite de segunda-feira (24). A Defesa Civil determinou a retirada das famílias por risco de novos desmoronamentos, devido à instabilidade na encosta do Morro do Cristo.

Os deslizamentos em Paineiras ocorreram em dois pontos distintos, em ruas próximas. Em uma das áreas, composta por casarões e prédios de classe média, houve danos estruturais e pelo menos uma morte. Na rua seguinte, equipes de resgate atuaram intensamente após registros de vítimas e desaparecimento, incluindo o caso do menino encontrado no sábado.

Entre os atingidos está um morador de um casarão que vive com os pais; ele saiu de casa por volta das 22h10 e, após ser avisado sobre o deslizamento, a família não pôde permanecer no imóvel. Desde então, o grupo tem retornado apenas para tentar remover a lama e vigiar a residência, que ficou vulnerável após o impacto da terra.

Na mesma via, morreu um policial penal que havia se mudado para o local há cerca de quatro meses. Três prédios residenciais alugados por uma mesma família também foram atingidos. Um motoboy de 25 anos que mora em um dos apartamentos estava fora no momento do desabamento.

O acesso aos imóveis afetados segue interditado por risco estrutural, e moradores aguardam autorização para retirar documentos e pertences. Relatos apontam dificuldade para se alimentar e dormir desde a tragédia. Além disso, há denúncias de saques nos imóveis interditados durante a madrugada.

A Defesa Civil e equipes de resgate mantêm ações na cidade e operam conforme as avaliações de risco das áreas atingidas.

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