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domingo, março 15, 2026

Brasil tem o sexto maior crescimento entre as economias do G20

O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025, posição que coloca o país em sexto lugar no ranking de crescimento entre as maiores economias do G20.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto atingiu R$ 12,7 trilhões no ano passado. A agropecuária foi o principal setor responsável pelo desempenho do ano.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda divulgou um levantamento com as 16 economias do G20 que já publicaram dados consolidados de 2025. A lista apresenta os seguintes crescimentos em relação a 2024:

1) Índia: 7,5%
2) Indonésia: 5,1%
3) China: 5,0%
4) Arábia Saudita: 4,5%
5) Turquia: 3,6%
6) Brasil: 2,3%
7) EUA: 2,2%
8) Canadá: 1,7%
9) União Europeia: 1,6%
10) Reino Unido: 1,4%
11) Japão: 1,1%
12) Coreia do Sul: 1,0%
13) França: 0,9%
14) Itália: 0,7%
15) México: 0,6%
16) Alemanha: 0,4%

Crescimento em ritmo mais lento

O resultado de 2025 representou o quinto ano consecutivo de expansão do PIB brasileiro, mas marcou desaceleração em relação a 2024, quando o avanço foi de 3,4%. A SPE atribui a perda de ritmo, em grande parte, à política monetária mais restritiva adotada no período.

Segundo o boletim da secretaria, a trajetória de juros elevados contribuiu para o fechamento do hiato do produto — indicador que aponta a proximidade entre a produção efetiva e a capacidade produtiva sem pressionar a inflação —, reduzindo o ímpeto da atividade econômica.

Juros, inflação e mercado de trabalho

Desde setembro de 2024 o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa Selic, que alcançou 15% ao ano em junho de 2025 e permaneceu nesse patamar. Trata-se do nível mais alto desde julho de 2006, quando a Selic estava em 15,25% ao ano.

Taxas de juros nessa magnitude tendem a encarecer crédito, desestimular consumo e investimento e, como consequência, frear a inflação. O efeito colateral é menor dinamismo econômico, o que pode afetar a criação de vagas formais. A SPE observou que a perda de ritmo ficou mais evidente no segundo semestre de 2025.

Apesar do cenário restritivo, o ano fechou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE.

Perspectivas para 2026

O Copom anunciou intenção de iniciar cortes na Selic na reunião marcada para 17 e 18 de março de 2026. A SPE projeta crescimento do PIB de 2,3% para 2026.

A previsão aponta para uma forte desaceleração da agropecuária, compensada por maior ritmo na indústria e nos serviços. A secretaria também aponta que a provável redução da taxa básica deverá favorecer indústria e construção. Entre outras medidas com impacto sobre a atividade, a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5.000 mensais, válida desde o início do ano, é mencionada como fator de estímulo. Para o setor de serviços, a SPE prevê aceleração apoiada pela reforma da tributação sobre a renda, pela expansão do crédito consignado para trabalhadores do setor privado e pela resiliência do mercado de trabalho.

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