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quarta-feira, março 11, 2026

Conflito no Oriente Médio não deve afetar redução dos juros no Brasil

O Ministério da Fazenda informou nesta terça-feira (3) que a escalada do conflito no Oriente Médio não deve alterar o cronograma previsto para a redução da taxa básica de juros, a Selic.

A Selic está em 15% ao ano, nível definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A expectativa é de que o colegiado inicie o ciclo de cortes na próxima reunião, agendada para 17 e 18 de março.

Em janeiro, o Copom manteve a Selic sem alteração pela quinta vez consecutiva. Na ata da reunião, o comitê condicionou o início dos cortes à manutenção da inflação sob controle e à ausência de choques adversos no cenário econômico, preservando, porém, uma postura de juros em patamar restritivo.

O atual patamar da Selic é o mais alto desde julho de 2006, quando chegou a 15,25% ao ano.

A região do Oriente Médio vem registrando nova elevação das tensões desde sábado (28), com relatos de ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, seguidos por contra-ataques iranianos a bases americanas e a Israel. O Irã anunciou ainda o fechamento do Estreito de Ormuz ao tráfego de navios e advertiu que embarcações que tentarem transitar pelo ponto poderão ser alvo de ataques — a passagem é estratégica para o transporte mundial de petróleo.

O Ministério da Fazenda ressaltou que conflitos armados e demais choques globais afetam variáveis macroeconômicas, sobretudo as expectativas, e que a equipe econômica monitora cenários diversos. Em nota sobre a resiliência da economia, o governo destacou que o Brasil é um dos maiores produtores de petróleo, conta com reservas cambiais, baixa exposição de dívida externa e uma matriz energética com parcela significativa de fontes limpas, fatores que ajudariam a mitigar os efeitos de choques externos.

Em nível diplomático, a China manifestou preocupação com os ataques e pediu a interrupção imediata das ações militares. O governo chinês defendeu respeito à soberania e à integridade territorial do Irã e pediu a retomada do diálogo para preservar a estabilidade regional.

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