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quarta-feira, março 11, 2026

Pesquisadora brasileira conquista prêmio em concurso internacional de biologia quântica

A carioca Gabriela Frajtag, 20 anos, recebeu menção honrosa em um dos principais prêmios internacionais dedicados à biologia quântica. O concurso, promovido pelo Foundational Questions Institute (FQxI) em parceria com o Paradox Science Institute e a instituição filantrópica brasileira Idor Ciência Pioneira, distribuiu US$ 53 mil (cerca de R$ 300 mil) entre os melhores ensaios; Gabriela foi contemplada com US$ 3 mil ao responder à pergunta “A vida é quântica?”.

A trajetória da jovem inclui participação desde a infância em olimpíadas científicas em áreas como matemática, astronomia, linguística, neurociência e biologia. Ela estudou na Ilum Escola de Ciência, em Campinas (SP), vinculada ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem), onde está instalado o acelerador de elétrons Sirius.

O contato com a área de biologia quântica ocorreu em agosto do ano passado, durante a primeira edição da Escola de Biologia Quântica, realizada em Paraty (RJ) e organizada pelo Idor Ciência Pioneira como parte das celebrações do Ano Internacional da Ciência e Tecnologia Quânticas, proclamado pela Unesco. O evento reuniu 40 estudantes e pesquisadores por uma semana, apresentando aspectos multidisciplinares que relacionam fenômenos biológicos às leis da física quântica.

Das trocas estabelecidas em Paraty surgiu a informação sobre o edital do FQxI, compartilhada em um grupo de participantes. Sem ainda ter uma pesquisa consolidada na área, Gabriela optou por submeter um ensaio de caráter histórico, traçando a formação do campo da biologia quântica ao longo das décadas.

A estudante concluiu a graduação em 2025 e terminou em primeiro lugar na turma. A premiação será divulgada online pelas instituições organizadoras, com transferência do valor em dinheiro aos premiados.

Biologia quântica é um campo emergente que investiga como efeitos da mecânica quântica — fenômenos em escala eletrônica e energética — podem influenciar processos biológicos fundamentais, como fotossíntese e navegação em animais. Um exemplo estudado pela área envolve a proteína criptocromo, presente em alguns olhos de aves migratórias. A hipótese mais debatida sugere que pares de elétrons correlacionados por efeitos quânticos podem ser afetados pelo campo magnético terrestre, alterando reações bioquímicas dentro da proteína e gerando sinais que auxiliariam a orientação.

O reconhecimento internacional recebido por Gabriela evidencia a participação de jovens cientistas brasileiros em debates científicos globais e aponta para o potencial de crescimento dessa área de pesquisa. Segundo o registro da premiação, o prêmio visa estimular trabalhos que explorem questões fundamentais sobre a relação entre fenômenos quânticos e processos da vida.

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