Pesquisas recentes indicam que a maior parte da população dos Estados Unidos é contrária aos ataques contra o Irã. No entanto, a elite política em Washington permanece dividida, e há propostas em tramitação no Congresso para limitar os poderes de guerra do presidente.
Republicanos em geral têm apoiado as ações contra Teerã, enquanto a maioria dos democratas questiona a legalidade das operações por não terem sido autorizadas pelo Congresso, conforme exigido pela legislação americana. Entre a base do movimento Make America Great Again existem dissidências, mas não há unidade clara entre os partidos.
Manifestações contrárias ao conflito ocorreram em várias cidades dos EUA, com público reduzido. Também foram registradas celebrações, atribuídas a partes da diáspora iraniana anti-regime, em resposta à notícia sobre a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
A cobertura da imprensa americana mostra posturas diversas. Veículos como o New York Times classificaram a ação como imprudente e criticaram a ausência de justificativa clara e de autorização do Congresso, ao mesmo tempo em que defenderam a necessidade de conter o programa nuclear iraniano. Já o Wall Street Journal demonstrou-se favorável às ações militares, alertando contra um encerramento prematuro que não resultasse na destruição completa das capacidades militares iranianas e de grupos aliados.
Duas pesquisas divulgadas recentemente mediram o apoio público aos ataques. Levantamento da Reuters em parceria com o instituto Ipsos apontou aprovação de 27% da população. Outra sondagem, encomendada pela CNN e conduzida pela SSRS, indicou 41% de aprovação e 69% de desaprovação, resultados que refletem diferenças metodológicas entre os institutos.
No Congresso, tramitam resoluções destinadas a obrigar o presidente a pedir autorização para ações militares contra o Irã. O Senado programou a votação de uma dessas propostas para esta quarta-feira (4). Em junho de 2025, durante um conflito de 12 dias com o Irã, o Senado já havia rejeitado uma resolução semelhante.
Lideranças democratas têm acusado o governo de não esclarecer os objetivos estratégicos nem demonstrar uma ameaça imediata que justificasse a ação sem o aval do Congresso. Ao mesmo tempo, existem democratas que apoiam as medidas contra Teerã, argumentando que é necessário impedir que o país desenvolva uma arma nuclear.
Entre os republicanos, o apoio a Trump prevalece, embora alguns parlamentares indiquem que podem reconsiderar a posição caso o conflito se prolongue por semanas.
A votação no Senado servirá como termômetro para a força do Congresso em desafiar ou respaldar a estratégia do Executivo em relação ao Irã.




