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segunda-feira, março 9, 2026

Estados Unidos lideram aliança militar com 12 países da América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu neste sábado (7) em Miami chefes de Estado de 12 países da América Latina para oficializar a criação de uma coalizão militar intitulada Escudo das Américas.

O objetivo anunciado para a coalizão é combater cartéis de drogas na região e conter a influência de potências externas ao Hemisfério Ocidental, em referência a concorrentes como China e Rússia. A administração americana comparou a iniciativa a coalizões militares previamente formadas pelos EUA no Oriente Médio.

Participaram da cerimônia representantes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. As falas dos presidentes latino-americanos não foram transmitidas durante o evento.

Na semana anterior, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington poderia agir de forma unilateral em países da região para enfrentar cartéis caso considerasse necessário, posição que suscitou questionamentos sobre possíveis violações de soberania nacional.

A Casa Branca divulgou também uma proclamação sobre a Coalizão das Américas contra os Cartéis. O texto oficial prevê que os Estados Unidos treinarão e mobilizarão forças militares de nações parceiras para criar a capacidade de combate necessária ao desmantelamento das organizações criminosas. O documento inclui ainda a meta de conter influências estrangeiras provenientes de fora do hemisfério, menção que tem sido interpretada no contexto da disputa comercial e geopolítica entre EUA e China.

Para conduzir o diálogo com os 12 países, o governo nomeou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, responsável pelas questões de fronteira. A administração informou que, com as fronteiras americanas mais seguras, pretende concentrar esforços na segurança dos países vizinhos no enfrentamento aos cartéis e às influências externas indesejadas.

O México não integrou o acordo militar. A presidenta mexicana, Cláudia Sheinbaum, tem defendido que o combate às drogas com Washington seja feito em coordenação e em condições de igualdade, rejeitando operações militares norte-americanas em território mexicano por razões de soberania.

Em relação a Venezuela e Cuba, a Casa Branca declarou que há cooperação com Caracas em um processo de transformação política e reiterou a intenção de manter pressão sobre Havana.

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