Em um dia de forte volatilidade nos mercados, o dólar recuou com intensidade e praticamente anulou a alta acumulada desde o início do conflito no Oriente Médio. A bolsa avançou quase 1% e o petróleo teve queda expressiva após uma declaração do presidente dos Estados Unidos que reduziu a percepção de risco sobre a escalada bélica.
O dólar comercial fechou a segunda-feira (9) vendido a R$ 5,165, em queda de R$ 0,079 (-1,52%). A moeda iniciou o pregão em R$ 5,28 e passou por oscilações ao longo do dia, com investidores realizando lucros. O recuo se intensificou após a fala presidencial, levando a cotação a níveis próximos de R$ 5,20 durante a sessão.
A divisa norte-americana atingiu o menor patamar desde 27 de fevereiro, véspera dos primeiros bombardeios relacionados ao Irã, e acumula queda de 5,89% frente ao real em 2026. O euro comercial encerrou a R$ 5,99, voltando a ficar abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde 21 de fevereiro do ano passado.
No mercado acionário, o Ibovespa, da B3, fechou aos 180.915 pontos, com alta de 0,86%. O índice operava com leve avanço até as 16h, quando acelerou após a declaração do presidente dos EUA.
O petróleo, que pela madrugada chegou a se aproximar de US$ 120 o barril, registrou forte movimento de alta antes de recuar. O Brent chegou a subir cerca de 7% e alcançar cerca de US$ 97 antes da mudança de humor; minutos depois a cotação caiu para cerca de US$ 88. Durante a madrugada, o preço havia alcançado US$ 119,50.
Além da declaração presidencial, outros fatores externos ajudaram a conter a alta do petróleo. Países do G7 anunciaram medidas de apoio ao setor petrolífero. Também houve divulgação de que a França poderia enviar fragatas para proteger embarcações que transitassem pelo Estreito de Ormuz, contornada por tensões com o Irã, o que contribuiu para aliviar as pressões sobre os preços.
Com informações da Reuters.




