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terça-feira, março 10, 2026

Mato Grosso do Sul consolida nova matriz produtiva e desponta como líder no crescimento da indústria de transformação

Mato Grosso do Sul consolidou uma nova matriz produtiva e passou a liderar o crescimento da indústria de transformação no Brasil, segundo dados recentes.

Dados do IBGE mostram que, em uma década, o Valor da Transformação Industrial (VTI) do estado cresceu nominalmente 179%, passando de R$ 12,2 bilhões para R$ 34,0 bilhões. O VTI mede a riqueza gerada pelo processo produtivo, calculado pela diferença entre o valor da produção e o custo dos insumos consumidos.

A economia sul-mato-grossense deixou de ser baseada quase exclusivamente na agropecuária e evoluiu para uma forte presença da agroindústria e da indústria de transformação. O setor sucroenergético e a produção de bioenergia figuram entre as prioridades do estado.

No ranking nacional, Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição na produção de etanol, é o quinto maior produtor de açúcar e o segundo maior produtor de etanol de milho. Atualmente o estado conta com 22 usinas em operação, sendo três dedicadas a etanol de milho, e há outras três plantas em implantação.

O governo estadual mantém compromisso de tornar o território carbono neutro até 2030. No setor sucroenergético, foi desenvolvida uma plataforma própria de monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa denominada Carbon Control.

O ambiente de negócios no estado atrai investimentos privados. Estima-se que Mato Grosso do Sul concentre cerca de R$ 90 bilhões em investimentos privados em diferentes setores, segundo levantamento divulgado em âmbito local.

Exemplos da transformação industrial no estado incluem a Metalfrio e a Usina Sonora.

A Metalfrio, empresa brasileira com atuação global no segmento de refrigeração comercial, iniciou operações em Três Lagoas em 2005. A fábrica passou por duas ampliações e recebeu a transferência integral de atividades anteriormente realizadas em São Paulo. A planta possui capacidade para produzir até 500 mil equipamentos por ano, abastece o mercado nacional e países do Mercosul, e gera mais de mil empregos diretos.

A Usina Sonora, instalada em Sonora desde a década de 1970, promove impacto econômico e social na região. Fundada em 1976 com a primeira safra em 1979, a unidade tem capacidade instalada para 150 mil toneladas de açúcar bruto por ano e produz cerca de 90 mil metros cúbicos de etanol anualmente. O açúcar é comercializado em diversos estados da federação, e o etanol abastece a frota interna da empresa e é comercializado em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

A usina também diversificou sua matriz energética, gerando eletricidade por biomassa da cana-de-açúcar, por fonte hidrelétrica e por usina solar. A operação emprega aproximadamente 1.800 trabalhadores diretos.

O conjunto desses avanços ilustra a mudança estrutural da economia sul-mato-grossense, com maior agregação de valor à produção local, diversificação industrial e reforço da agenda de transição energética e sustentabilidade.

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