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quarta-feira, março 11, 2026

Ofensiva de Israel no Líbano desloca 667 mil pessoas em uma semana

Ataques e ordens de evacuação em Israel e no Líbano provocaram o deslocamento de 667 mil pessoas em uma semana, segundo estimativa da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), baseada em registros da plataforma de deslocados do governo libanês. A agência registrou um aumento de mais de 100 mil deslocados em apenas um dia.

A ONG Human Rights Watch acusou Israel de empregar fósforo branco em áreas residenciais do sul do Líbano, na localidade de Yohmor. A substância, utilizada militarmente para criar cortinas de fumaça ou iluminar alvos, é proibida em zonas civis pelo direito internacional por causar ferimentos graves e incêndios de difícil controle. Autoridades israelenses informaram à Reuters não ter confirmato o uso do material em áreas civis.

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos informou que mais de 100 cidades e vilarejos receberam ordens de evacuação, medida que pode configurar deslocamento forçado proibido pelo direito internacional, dado o alcance e as dificuldades de cumprimento pela população.

O governo israelense recomendou a evacuação de quase toda a periferia sul de Beirute e do Vale do Bekaa. Cerca de 100 mil pessoas estão abrigadas em 469 centros no Líbano. A Acnur também calcula que aproximadamente 78 mil refugiados sírios retornaram à Síria para fugir do conflito.

A Organização Mundial da Saúde relatou o fechamento de 43 centros de atenção primária e dois hospitais em razão das ordens de evacuação.

O governo israelense tem defendido que as evacuações visam mitigar os efeitos de ataques e que as Forças de Defesa emitiram alertas para áreas próximas à infraestrutura do Hezbollah. Por sua vez, o Hezbollah descreve suas ações como retaliação e autodefesa contra ataques ocorridos nos últimos 15 meses, incluindo alegadas violações do cessar‑fogo firmado em novembro de 2024.

Na terça-feira (10), o grupo informou ter lançado uma onda de ataques contra a cidade de Khian, no norte de Israel, como resposta a ofensivas que teriam atingido dezenas de cidades e subúrbios do sul de Beirute.

A escalada do conflito no Líbano intensificou‑se depois que o Hezbollah retomou ataques contra posições israelenses, em parte atribuídos à reação ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e a supostas violações do cessar‑fogo de novembro de 2024. As ações do Hezbollah se intensificaram já durante a guerra na Faixa de Gaza, quando o grupo passou a atingir o norte de Israel em solidariedade aos palestinos. Israel, por sua vez, tem realizado ataques e incursões no Líbano com o objetivo declarado de atingir alvos do Hezbollah e impedir sua recuperação militar.

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