Os governos do Brasil, México e Colômbia divulgaram, nesta sexta-feira (13), um comunicado conjunto em que pedem um cessar‑fogo imediato no Oriente Médio e solicitam que as nações envolvidas busquem solução por meio da diplomacia.
No texto, os três países ressaltam a necessidade de resolver divergências entre Estados por vias diplomáticas e manifestam disposição para apoiar processos de paz que promovam confiança e avancem para uma solução política negociada do conflito.
A declaração foi divulgada no contexto de medidas anunciadas no Brasil para mitigar o impacto da alta do petróleo sobre o preço do diesel. Durante o anúncio dessas medidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as guerras que ocorrem no mundo.
Contexto
Por volta de oito meses, foram registrados novos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em meio a negociações sobre os programas nuclear e balístico de Teerã.
Em 2018, na gestão de Donald Trump, os EUA se retiraram do acordo de 2015 que previa inspeções internacionais ao programa nuclear iraniano. Desde então, Israel e os Estados Unidos acusam o Irã de buscar armas nucleares, enquanto o Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos e se diz aberto a inspeções. Israel, por sua vez, nunca submeteu seu programa nuclear a inspeções internacionais, apesar de ser apontado por analistas como possuidora de armamento atômico.
No início do segundo mandato de Trump, em 2025, houve nova pressão dos EUA sobre Teerã, com exigências para desmantelar o programa nuclear, encerrar o desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance e interromper apoio a grupos como o Hamas e o Hezbollah.
Relatos informaram que negociações chegavam a um ponto de proximidade com um acordo e que havia intenções de limitar os níveis de enriquecimento de urânio por parte do Irã, pouco antes dos ataques registrados.
As hostilidades atuais têm raízes históricas que remontam a 1979, quando a Revolução Islâmica derrubou a monarquia iraniana então alinhada com Washington. Desde então, o Irã tem sido alvo de sanções econômicas com o objetivo de pressionar sua economia.




