Em mais um dia de aversão a risco provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio, o dólar fechou nesta sexta-feira (13) no maior patamar desde janeiro. A bolsa paulista caiu e encerrou no nível mais baixo em quase dois meses.
A moeda norte-americana avançou 1,41%, para R$ 5,316. Na máxima do dia, por volta das 16h45, atingiu R$ 5,325. Esse fechamento é o mais alto desde 21 de janeiro.
Na semana, o dólar acumulou alta de 1,38%. Em março, a valorização já chega a 3,55%, revertendo parte da queda de 2,16% registrada em fevereiro. No acumulado de 2026, a moeda ainda apresenta desvalorização de cerca de 3,15% frente ao real.
No mercado de câmbio, o real teve o pior desempenho entre as principais moedas emergentes. Ocorreram saídas relevantes de recursos do país e compras de dólar por investidores que aproveitaram a cotação mais baixa após a forte valorização do real nos dois primeiros meses do ano.
Intervenção do BC
Pela manhã, o Banco Central realizou um “casadão”: vendeu US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertou 20 mil contratos de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólar futuro. A medida foi adotada em meio a sinais de menor liquidez e pressão no cupom cambial.
Cenário externo
O fortalecimento do dólar também se refletiu no exterior. O Dollar Index (DXY) superou 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2025 e encerrou próximo de 100,5, acumulando alta superior a 1,6% na semana. Mudanças nas expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos e incertezas inflacionárias têm reduzido a probabilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve.
Commodities e ações
A tensão geopolítica pressionou ainda o preço do petróleo. O contrato Brent para maio subiu 2,67%, fechando a US$ 103,14 por barril, com ganho semanal em torno de 11%. Em março, o petróleo já registra alta superior a 40% e acumula praticamente 70% de valorização no ano.
No mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,91%, para 177.653 pontos, o menor nível desde 22 de janeiro. Durante a sessão, o índice chegou a operar acima de 178 mil pontos, mas perdeu força na segunda metade do pregão. Na semana, o Ibovespa registrou queda de 0,95%. No acumulado de 2026, o índice ainda apresenta alta de 10,26%, mas em março a perda já é de 5,9%.
Com Reuters.




