Março será decisivo para a seleção feminina de rugby sevens do Brasil. As Yaras disputam as etapas finais da segunda divisão do Circuito Mundial de sevens: nos dias 21 e 22 jogam em Montevidéu, no Estádio Charrúa, e nos dias 28 e 29 a competição segue no Estádio Nicolau Alayon, em São Paulo.
Entre as seis equipes que brigam por vaga na elite, o Brasil conta com Thalia Costa, 28 anos, de Maranhão, destaque internacional da modalidade. Na última temporada ela foi integrada ao “Time dos Sonhos” mundial e figura entre atletas de países com tradição no esporte, como Nova Zelândia, Austrália e Japão.
Thalia ocupa a 14ª posição no ranking de pontuação histórica do circuito. Em sete participações, acumulou 127 tries. Só na temporada anterior anotou 29 tries em seis etapas, ficando entre as artilheiras da competição. Sua principal característica é a velocidade: em acelerações em direção à linha de fundo, atinge mais de 30 km/h. Antes do rugby, teve trajetória no atletismo, com foco nos 100 m e 200 m.
A transição para o rugby ocorreu em 2017. Em 2019 foi convocada para a seleção brasileira e passou a treinar em São Paulo. A irmã gêmea Thalita, dois minutos mais nova, também integra a equipe nacional. Em 2025 Thalia e a carioca Gabriela Lima jogaram pelo Mie Pearls, no Japão, em sua primeira experiência por um clube estrangeiro, contribuindo para vitórias inéditas do time na liga local.
Nas contas da competição, as Yaras precisam terminar o circuito entre as quatro melhores para ascender à primeira divisão e disputar o Mundial, que reunirá 12 seleções em três etapas: Hong Kong, Valladolid (Espanha) e Bordeaux (França).
Na primeira etapa da segunda divisão, realizada em Nairobi entre 14 e 15 de fevereiro, o Brasil teve campanha fraca: uma vitória em cinco jogos e a sexta colocação. A Argentina venceu a etapa, seguida por África do Sul, Espanha, China e Quênia.
Thalia já defendeu o Brasil em duas edições dos Jogos Olímpicos (2020 e 2024) e conquistou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, em 2023. A expectativa para Montevidéu e São Paulo é que a jogadora volte a ser peça-chave na campanha das Yaras.




