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domingo, março 15, 2026

Divisão armada da Guarda Municipal do Rio entra em operação neste domingo

A Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, entrou em operação neste domingo (15). Criada para reforçar o policiamento ostensivo contra roubos e furtos em áreas de grande circulação, a unidade tem autorização para porte de arma de fogo.

Na estreia, os agentes patrulharam o entorno do Terminal Gentileza, a rodoviária Novo Rio e a Estação Leopoldina, na região central, além do Jardim de Alah, entre Ipanema e Leblon, na zona sul. A identificação visual inclui boinas amarelas e detalhes da mesma cor nos uniformes, contrastando com o cáqui tradicional da corporação.

O prefeito Eduardo Paes acompanhou a saída das equipes no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), instalado como centro de comando da prefeitura.

Os agentes estão equipados com pistolas Glock com capacidade para 15 tiros, além de dispositivos menos letais, como spray de pimenta, gás lacrimogêneo e tasers. O uso de câmeras corporais e de GPS é obrigatório, permitindo monitoramento em tempo real.

O patrulhamento ocorre a pé, em duplas ou trios, com apoio de motos e viaturas. As intervenções previstas são abordagens preventivas diante de comportamentos considerados suspeitos relacionados a roubos e furtos.

A prefeitura formou 600 agentes após meses de treinamento conduzido pela Polícia Rodoviária Federal. Os primeiros pontos de atuação foram selecionados com base na incidência de crimes patrimoniais e nos horários de maior concentração de ocorrências, definidos por análise de dados estatísticos e de circulação.

A criação da Força Municipal suscitou questionamentos na Câmara Municipal e preocupação entre parte da população, diante do histórico de alta letalidade envolvendo a Polícia Militar. Duas ações foram protocoladas no Supremo Tribunal Federal para contestar a legalidade da contratação temporária sem concurso público e a autorização de porte de armas.

O plano municipal prevê expandir gradualmente a atuação para outros 20 locais, incluindo trechos de Copacabana e Botafogo (zona sul), Centro, Barra da Tijuca (zona oeste), áreas próximas a estações de trem e metrô, o entorno do Maracanã e da UERJ, além de setores comerciais do Méier, Del Castilho e Madureira. Na zona oeste, há previsão de patrulhamento nas imediações das estações ferroviárias de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz e em trechos de vias expressas na Barra da Tijuca.

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