A Petrobras informou que o aumento no preço do diesel anunciado na sexta-feira (13) está relacionado à guerra no Oriente Médio e que os preços estão sendo monitorados e avaliados diariamente.
A estatal disse não prever, por enquanto, reajuste na gasolina. Segundo a companhia, as entregas aos distribuidores têm sido cumpridas — em alguns casos acima do volume pactuado — e não há falta de combustíveis nem justificativa para aumentos abusivos ao consumidor final.
A empresa afirmou ainda que o diesel vinha em trajetória de queda nos últimos anos, mas precisou ser reajustado em razão do conflito internacional.
O governo federal adotou medidas para mitigar o impacto. Foram zeradas as alíquotas do PIS e da Cofins sobre a importação e a comercialização do diesel. Cálculos do Ministério da Fazenda apontam que a suspensão desses impostos representa um alívio de R$ 0,32 por litro.
Além disso, foi editada medida provisória com subvenção ao diesel para produtores e importadores. Segundo a análise apresentada, sem essas ações o aumento precisaria ser de R$ 0,70 por litro, valor que seria repassado integralmente às distribuidoras. Com as medidas federais, o reajuste efetivo caiu para cerca de R$ 0,06 por litro.
Para o consumidor final, o impacto tende a ser ainda menor devido à mistura do diesel ao biodiesel, mas o preço final é definido pelos postos de combustíveis.
Embora não haja previsão de alteração de preço da gasolina pela Petrobras, relatos de consumidores indicaram aumentos nos preços praticados em postos. A empresa reiterou que as entregas estão em dia e afirmou não haver justificativa para repasses injustificados.
A Petrobras também lembrou que não atua mais na revenda final nos postos. A BR Distribuidora foi privatizada para a Vibra Energia na gestão anterior, em operação que incluiu licença para uso da marca BR até 28 de junho de 2029 e cláusula de non‑compete que impede a estatal de competir com a compradora no varejo.
Por fim, a companhia fez um apelo para que os governos estaduais considerem reduzir o ICMS sobre combustíveis, argumento baseado no aumento de custos provocado pela guerra, que já vem influenciando a arrecadação dos entes federados.




